Bayer aposta em integração para acelerar inovação agrícola
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O avanço do greening no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro desacelerou em 2026. Segundo levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), a incidência da doença passou de 47,63% em 2025 para 48,08% neste ano, alta de 0,45 ponto percentual — a menor evolução registrada nos últimos nove anos. No levantamento anterior, o aumento havia sido de 3,28 pontos percentuais.
Apesar da desaceleração, o nível de incidência permanece elevado e exige a continuidade das medidas de controle. De acordo com o Fundecitrus, a melhora está relacionada, entre outros fatores, ao controle do psilídeo, inseto vetor da bactéria causadora do greening, à renovação dos pomares e a condições climáticas menos favoráveis à disseminação da doença.
Em São Paulo, a Defesa Agropecuária mantém ações de fiscalização e monitoramento dos pomares, além do controle da produção e comercialização de mudas. Em 2025, foram inspecionadas cerca de 222,7 milhões de plantas, com a eliminação de 4,42 milhões. Entre 2023 e 2025, foram mais de 667 milhões de plantas inspecionadas e 14,1 milhões eliminadas.
O Estado também atualizou as regras de prevenção e controle do HLB. Em maio deste ano, uma resolução tornou obrigatório o cadastro de propriedades com plantas cítricas junto à Defesa Agropecuária e estabeleceu novas regras de monitoramento. A regulamentação passou ainda a diferenciar as exigências de eliminação de plantas sintomáticas conforme a incidência da doença nos municípios.
O controle do psilídeo continua obrigatório em todo o território paulista. Entre agosto e novembro, período de maior ocorrência de brotações, o risco de disseminação aumenta devido à maior alimentação, multiplicação e migração do inseto, segundo o Fundecitrus.
Além da fiscalização, o governo paulista oferece crédito para a renovação de pomares ou substituição de áreas comprometidas. Na safra 2026/27, a linha Produção Vegetal Sustentável Paulista, do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), contempla a implantação e renovação de pomares, incluindo despesas com a erradicação de áreas afetadas pelo greening. A linha conta com R$ 30 milhões para ações de produção vegetal, sanidade e recuperação de pomares.
A pesquisa também integra a estratégia de enfrentamento à doença. O Centro de Pesquisa Aplicada em Citros (CPA Citros) reúne investimentos públicos e privados estimados em R$ 90 milhões, com participação do Centro de Citricultura “Sylvio Moreira”, do Instituto Agronômico (IAC), além de Fapesp, universidades, Fundecitrus, CitrusBR e outros representantes do setor.
São Paulo concentra cerca de 80% da produção brasileira de laranja, o que coloca o controle do greening entre os principais desafios sanitários da citricultura paulista.
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