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Pesquisadores não encontraram evidências de recomposição de embolias no xilema de girassol após a reidratação das plantas. O estudo acompanhou indivíduos intactos por microtomografia computadorizada de baixa radiação durante a seca e a recuperação. As embolias permaneceram em caules e folhas, apesar da retomada parcial da transpiração e da fotossíntese.
O experimento avaliou 55 plantas da cultivar Mammoth. Durante a desidratação, o fechamento estomático e a perda de turgor ocorreram perto de menos um megapascal. A perda de 50% da eficiência do fotossistema II apareceu em menos 1,45 megapascal. A perda de 50% da capacidade do xilema ocorreu em menos 1,46 megapascal nas folhas e menos 1,56 megapascal nos caules.
Após a irrigação, os pesquisadores acompanharam plantas por uma noite e por uma semana sob boa disponibilidade de água. A extensão das embolias no caule permaneceu semelhante. Em uma planta, o bloqueio persistiu por três semanas, mesmo com aumento de cerca de 240% na área transversal do caule.
A recuperação fisiológica ocorreu sem a eliminação das embolias. Transpiração, assimilação de dióxido de carbono e eficiência do fotossistema II aumentaram após uma semana. A maioria das plantas, porém, manteve desempenho abaixo do observado em plantas sem déficit hídrico.
Os resultados contrastam com trabalhos anteriores baseados em tecidos excisados. Segundo pesquisadores Universidade Estadual do Colorado, autores do trabalho, o corte de tecidos sob tensão hídrica pode induzir embolias e criar aparência de recomposição (doi 10.1093/jxb/erag294). O estudo reforça a necessidade de observações diretas em plantas intactas para avaliar danos hidráulicos e recuperação após seca.
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