Inmet: previsão do tempo entre os dias 14 e 21 de setembro
Chuva mais intensa deve atingir Sul e Sudeste, com volumes acima de 100 mm em áreas do Paraná, Minas e Rio de Janeiro
Pesquisa de três anos da Embrapa Semiárido confirmou a relação entre exposição ao frio e escurecimento interno da polpa de mangas suscetíveis. O distúrbio, conhecido como corte negro, surge durante armazenamento e transporte refrigerados. A aparência externa permanece normal, fator com impacto sobre inspeções, aceitação do mercado e perdas na exportação.
Os cientistas observaram maior risco em frutos colhidos em estágios menos avançados de maturação. Temperaturas entre oito e dez graus Celsius favoreceram o problema. Nos mesmos lotes, mangas mantidas a 12,5 graus Celsius não apresentaram sintomas.
O trabalho avaliou as cultivares Tommy Atkins, Kent, Palmer e Keitt. As estratégias propostas incluem colheita em estágio mais avançado, ajuste da cadeia de frio, uso de atmosfera controlada e aplicação de 1-metilciclopropeno, o 1-MCP. O composto bloqueia a ação do etileno e retarda o amadurecimento.
Em Tommy Atkins e Keitt, frutos sem tratamento registraram incidência próxima de 100% após 45 dias a nove graus Celsius. Com 200 nanolitros por litro de 1-MCP, a incidência caiu para menos de 60%. A menor dose testada apresentou eficiência semelhante às concentrações maiores.
Mais de 90% das exportações brasileiras de manga partem do Vale do São Francisco. Empresas do setor já ajustaram ponto e horário de colheita, temperatura de armazenamento e transporte, intervalo até o embarque e uso de 1-MCP. A pesquisa também busca um método preditivo para separar frutos saudáveis dos suscetíveis ainda na colheita.
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