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Pesquisadores da Universidade de Waterloo desenvolveram uma formulação aquosa com nanotecnologia para melhorar a deposição de pesticidas em folhas. A solução aumentou a aderência das gotas, reduziu respingos e minimizou perdas por escorrimento e deriva.
A formulação usa nanocristais de celulose modificados com ácido tânico e cloreto cúprico. O sistema combina esses nanocristais com metilcelulose e o surfactante Aerosol OT. A estrutura formada estabiliza as gotas durante o impacto sobre superfícies hidrofóbicas.
Nos testes descritos pelos cientistas, a formulação com 0,1% de Aerosol OT, 0,1% de nanocristais modificados e 0,15% de metilcelulose alcançou 88,92% de deposição em folhas super-hidrofóbicas. O desempenho ficou 17 vezes acima da água.
Segundo os pesquisadores, o principal fator para a redução dos respingos envolve a formação de uma rede baseada nos nanocristais modificados. Essa rede preserva a integridade da gota. A gota não se fragmenta nem rebate após o impacto. Ela se achata sobre a superfície foliar e forma uma película aderida.
A tecnologia busca substituir formulações dependentes de solventes. “Estamos pulverizando água, não solvente”, afirmou Michael Tam, professor de engenharia química da Universidade de Waterloo. Segundo ele, a abordagem se alinha a metas de agricultura sustentável.
O estudo avaliou também resistência ambiental, dispersibilidade, biocompatibilidade, atividade antibacteriana e desempenho inseticida. Em ensaios iniciais em parcelas de repolho com parceiro industrial em Singapura, a formulação apresentou melhor controle de pragas com menor volume de pesticida, em comparação com sistemas convencionais de entrega.
Outras informações doi.org/10.1016/j.jcis.2025.139564
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