Sistema de Gerenciamento AGCOMMAND conquista o Prêmio Gerdau Melhores da Terra 2011 na Expointer
A 17ª edição do Clube da Fibra, promovido pela FMC Agricultural Products na Argentina, entre os dias 24 e 27 de agosto, foi marcada pelo anúncio de novidades promissoras da companhia voltadas para todo o setor agrícola. No evento, que reuniu os principais cotonicultores de todo o país para debates sobre a agricultura brasileira, a companhia anunciou acordos exclusivos para o desenvolvimento e abastecimento globais de produtos biológicos, falou sobre a joint venture para distribuição recém criada na Argentina, e mostrou-se bastante otimista com a produção de algodão no Brasil.
Segundo Antonio Carlos Zem, diretor presidente da FMC para América Latina, as novidades fazem parte do constante investimento da empresa para reinventar-se e, por meio da tecnologia e diferenciação de serviços, antecipar-se às necessidades dos produtores agrícolas, oferecendo as melhores soluções. “Identificamos espaços adjacentes no mercado de defensivos agrícolas, que poderiam ser ocupados com atividades diferenciadas em diferentes frentes. Como nosso objetivo é dobrar de tamanho em quatro anos e fortalecer nossa presença no Cone Sul, nossa escolha natural foi a diversificação de ofertas, ocupando esses espaços”, declarou.
O novo negócio: biológicos – Durante o evento, Zem anunciou o acordo exclusivo entre a FMC e a gigante dinamarquesa do ramo alimentício, Chr. Hansen, para desenvolvimento e abastecimento global de produtos biológicos para o mercado agrícola e ornamental.
A FMC começará a comercializar ainda neste ano o produto bacilo Nemix da Chr. Hansen no Brasil, e iniciará o desenvolvimento de novos produtos biológicos autônomos e em combinação para as Américas e principais mercados agrícolas do mundo.
“Os produtos biológicos da Chr. Hansen são complementares ao portfólio de produtos fitossanitários da FMC e oferecem soluções adicionais ao mercado que é nosso foco”, complementou Zem. “Essa parceria abre novas e promissoras oportunidades para a FMC e está alinhado com nosso plano de crescimento, ao tornar possível nossa expansão em espaços abertos no mercado de proteção ao cultivo”, complementou.
A Joint Venture de distribuição na Argentina – Outro anúncio feito do Clube da Fibra 2011 foi a joint venture recém criada pela companhia para formar uma nova empresa de distribuição agroquímica argentina, com o nome Ruralco Soluciones SA. Os parceiros da FMC na Ruralco são revendedores agroquímicos anteriormente associados com a distribuidora argentina Agropecuaria del Litoral. Uma subsidiária da FMC deterá 50% da empresa de joint venture, que recentemente iniciou as operações comerciais.
"A Ruralco encaixa-se bem em nossa estratégia Vision 2015 para expandir nosso alcance em economias em rápido desenvolvimento e permitirá à FMC acelerar seu crescimento e acesso no mercado argentino de proteção de cultivos, de US$ 1,7 bilhão, o segundo maior da América Latina", informou Zem.
A Ruralco terá sede em Rosario, província de Santa Fe, Argentina, com planos de expansão geográfica dentro da Argentina. A FMC administrará as operações financeiras da joint venture. Os produtos da FMC também continuarão a ser vendidos por intermédio dos atuais distribuidores da empresa na Argentina.
Reconhecido como o principal fórum anual sobre cotonicultura, o Clube da Fibra levantou questões relacionadas ao futuro do mercado e principais desafios da cadeia produtiva no Brasil.
A série de debates foi aberta com apresentação do presidente da ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Sérgio de Marco, que reforçou os objetivos da entidade em fomentar a cadeia produtiva no país e também apresentou dados sobre as safras 2010/11 e 2011/12.
Na sequência, o senador e empresário rural Blairo Maggi falou aos presentes sobre as principais questões que envolvem o novo Código Florestal Brasileiro. Dentro do tema sustentabilidade e agricultura, Maggi apontou a importância das pesquisas para o desenvolvimento sustentável da agricultura e salientou a importância de um código adequado e principalmente viável, para que os produtores não tenham dúvida quanto ao seu cumprimento e possa, assim, agir de acordo com a proposta. “Temos que nos preocupar em criar uma lei que seja cumprida”, define, acrescentando que o novo código é um avanço do Brasil frente à legislação ambiental mundial. “Regulamentando e legalizando nossas áreas produtivas, saímos na frente na disputa por fornecimento de alimentos. Como exemplo, conquistamos espaço no mercado”, finaliza.
Desafios e oportunidades na cadeia produtiva do algodão foi o tema da apresentação de Aguinaldo Lima, coordenador geral de apoio às câmaras setoriais e temáticas do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento). Na palestra, Lima falou sobre a importância da legitimidade institucional e apoio administrativo e operacional que as câmaras setoriais podem promover ao setor. “O objetivo das câmaras setoriais é promover o diálogo entre público, entre os elos da própria cadeia, e partir dai fomentar ações para resolução de problemas e apontar possibilidades de projetos. Em suma, nossa proposta é criar em ambiente de diálogo, plano de trabalho e visão de futuro”. O palestrante destacou ainda a eficiência de gestão da cadeia produtiva de algodão. “Os empresários rurais do ramo de cotonicultura estão de parabéns. Trata-se de um segmento altamente preparado e integrado, com produtores que também são gestores, ou seja, cuidam do negócio hoje e já se preocupam com o futuro. Ousam agora, mas estipulam a visão do que vem pela frente. Um caminho a ser seguido pelos demais nichos do agronegócio nacional”.
José Carlos Vaz, Secretário de Políticas Agrícolas do MAPA levou ao Clube da Fibra 2011 o tema “Práticas agrícolas para o setor têxtil no governo Dilma”. Em pauta, dados sobre a oferta da pluma, a demanda e os preços internacional. Vaz apresentou ainda quais são os auxílios que estão sendo feitos atualmente pelo governo aos produtores de algodão para a safra 2011/12 (novidades do programa Brasil Maior e BNDES). Ao final, levantou alguns temas para reflexão dos participantes, perguntando sobre melhores maneiras do governo oferecer crédito ao produtor rural e como seria a melhor forma de definir os preços de safras futuras. “Precisamos sempre pensar de maneira a manter nossa capacidade produtiva”, afirma.
– Ao longo do dia, os especialistas traçaram um panorama comércio da pluma no Brasil e no Mundo, destacando a previsão de safra recorde para 2011/2012, a retomada dos preços e aumento da área plantada, de acordo com números abaixo.
Com a retomada do crescimento da economia, em 2010 teve início a recuperação do consumo per capita de algodão. Com isso, em 2011 houve escassez na oferta da pluma, o que culminou em preços recordes da commoditty no mercado internacional e na conseqüente perda de competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Além do crescimento da demanda, os preços recordes foram impulsionados também por uma produção abaixo do esperado em grandes players internacionais, como China e Paquistão, que tiveram redução de 5% e 8% respectivamente.(a safra 2011/2011, que se encerrou no final de julho, teve produção 500 mil t. inferior à demanda, numa segunda redução consecutiva dos estoques mundiais).
Como reação ao aumento de preços, houve aumento da produção em 2011. podemos observar aumentos expressivos de área plantada nos principais players mundiais. Sem exceção, todos os grandes players investiram no aumento da produção de algodão, seja para atender demanda interna (Índia, China e Paquistão), como para focar no mercado exportador (EUA, Austrália, Brasil, África, CIS).
No Brasil , o reflexo dos altos preços já estão sendo colhidos. A safra será recorde e deve atingir 2 milhões de t. Até o final de julho de 2012, quando se encerra a safra, as exportações devem atingir 950 mil t.
Diante dos bons resultados da safra 2010/11 e as boas relações de troca da safra 2011/12, a área plantada no Brasil deve crescer 11% na safra 2011/12.
No total, a produção mundial deve crescer 2,4 milhões de t. O Brasil merece destaque nessa conjuntura, pois sozinho ,irá produzir 850 mil t, de algodão a mais do que na safra 2010/11.
Com a quebra da safra americana, o Brasil será beneficiado no mercado internacional da fibra. Há espaço para que nosso país exporte 510 mil t. a mais do que na safra 2011/2012.
O comércio internacional deve crescer 490 mil t na safra 2011/12, chegando a 8,15 mi t.
Com o aumento da área plantada, a expectativa é que os estoques mundiais se recuperem, depois de dois anos de queda. A produção deve crescer 10%, enquanto a demanda deve crescer 1%, gerando acréscimo nos estoques de 1,6 mi t. (O clima do mês de agosto foi determinantes para esse potencial produtivo).
Os preços já caíram em relação ao recorde da safra 2010/11, mas deve ficar-se acima da média histórica.
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