RS Safra 2025/26: semeadura da canola está quase concluída
Emater/RS projeta incremento de área de 102,64%, alcançando 353.397 hectares
Servidores da Defesa Agropecuária de São Paulo autuaram um produtor rural no município de Casa Branca (SP) por manter uma lavoura de soja irrigada durante o período de vazio sanitário da cultura. A fiscalização constatou que as plantas estavam cultivadas em linhas sob sistema de irrigação por pivô central, caracterizando uma lavoura regular, e não apenas a presença de plantas voluntárias (tigueras).
Na Região de São João da Boa Vista (Região 2), o vazio sanitário da soja começou em 12 de junho e segue até 12 de setembro. Nesse período, é proibido cultivar ou manter plantas vivas de soja nas áreas agrícolas, medida adotada para reduzir a incidência da ferrugem asiática e preservar a eficácia dos fungicidas utilizados no controle da doença.
Segundo o servidor responsável pela fiscalização, a análise da área indicou que a semeadura provavelmente ocorreu em fevereiro, fora do calendário oficial de plantio para o município, encerrado em 10 de janeiro. "Ao chegarmos ao local nos deparamos com essa área, com as plantas de soja em linha, o que caracterizava um cultivo e não apenas plantas tigueras, cuja semeadura provavelmente ocorreu no mês de fevereiro, ou seja, fora do calendário previsto para esse município, que finda em 10 de janeiro. Além disso, essa área já havia sido cultivada com soja na safra de verão (setembro a janeiro), o que a caracteriza como uma soja safrinha, proibida pela legislação", explicou.
Além da autuação, o produtor foi notificado a erradicar a cultura dentro do prazo estabelecido. A medida está prevista no Decreto Estadual nº 45.211, de 19 de setembro de 2000, que prevê sanções para atividades que possam contribuir para o desenvolvimento ou a disseminação de pragas e doenças de vegetais sob controle oficial.
De acordo com Jucileia Wagatsuma, engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, o cumprimento do vazio sanitário é essencial para minimizar os riscos fitossanitários da cultura. "O cultivo ou manutenção de plantas de soja neste período é estritamente proibido, e ações como essa são fundamentais para reduzir o risco fitossanitário associado à ferrugem-asiática da soja", salienta.
A gerente destaca ainda que outras restrições previstas na legislação, como a proibição da semeadura fora do calendário e do cultivo sucessivo de soja na mesma área durante o mesmo ano agrícola, também têm papel importante no manejo da doença. "Essas medidas reduzem a pressão sobre o patógeno causador da ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) e ajudam a evitar a seleção de populações resistentes aos fungicidas recomendados", conclui.
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