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Pesquisa da Embrapa e instituições parceiras reforça a eficiência dessa espécie nativa na polinização manejada da cultura
A Apta Regional, vinculada à Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, abre suas áreas experimentais em Pariquera-Açu para o Dia de Campo sobre Bananicultura 2026, no próximo dia 13 de maio. Na ocasião, produtores rurais, pesquisadores, técnicos e empresas da cadeia produtiva da banana se reunirão em uma das principais vitrines tecnológicas da bananicultura brasileira.
O evento integra a programação da Feibanana 2026 e apresentará soluções voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade do cultivo, manejo fitossanitário e desenvolvimento de novas cultivares adaptadas às condições do Vale do Ribeira — principal polo produtor de banana do país.
A região concentra a maior área plantada e de produção de banana do Brasil, caracterizada predominantemente por pequenas e médias propriedades rurais. Diante das limitações de expansão agrícola impostas pela legislação ambiental, a busca por maior produtividade nas áreas já cultivadas tornou-se estratégica para a manutenção econômica e ambiental da atividade.
É nesse contexto que a Apta Regional se consolidou como referência estadual e nacional em pesquisas aplicadas à bananicultura. Atualmente, a unidade mantém um banco de germoplasma com mais de 150 materiais de bananeira cultivados no país, além de conduzir pesquisas em parceria com empresas privadas e instituições públicas.
Entre os destaques está a cultivar VTP Hayashi, desenvolvida em parceria com produtores rurais e o laboratório Vitroplan. A variedade apresenta frutos mais longos, pencas uniformes, maior produtividade e melhor padrão comercial, características que favorecem a logística, o embalamento e a aceitação pelo mercado consumidor.
As pesquisas conduzidas na unidade também envolvem o uso de compostos orgânicos no manejo do solo, estratégias de equilíbrio entre fertilização química e orgânica e a seleção de cultivares resistentes à fusariose, considerada uma das principais doenças da cultura da banana.
Segundo o pesquisador Edson Nomura, os estudos realizados em Pariquera-Açu avaliam, de forma inédita, a atividade enzimática dos microrganismos do solo e os impactos do uso de composto orgânico na sustentabilidade produtiva dos bananais. “O objetivo é promover sistemas mais equilibrados, eficientes e menos dependentes de insumos externos”, destaca.
Outra linha de pesquisa envolve bananeiras somaclonais do subgrupo Cavendish — a banana nanica — com avaliações agronômicas e de pós-colheita adaptadas às condições edafoclimáticas do Vale do Ribeira. De acordo com o pesquisador Eduardo Fuzitani, os estudos podem contribuir diretamente para a redução de perdas provocadas por doenças e para a diminuição do uso de agroquímicos.
Os resultados obtidos demonstram o potencial produtivo da região. Conforme o pesquisador Erval Rafael Damatto Junior, enquanto a média nacional de produtividade da banana gira em torno de 14 toneladas por hectare, áreas do Vale do Ribeira alcançam média de 22 toneladas por hectare, com experimentos que já registraram até 65 toneladas por hectare utilizando técnicas adequadas de manejo do solo e nutrição de plantas.
Nos últimos anos, a unidade firmou 13 contratos de desenvolvimento tecnológico com empresas parceiras, totalizando aproximadamente R$ 500 mil em investimentos em pesquisas aplicadas. Entre as instituições parceiras estão Fertivale, Adubasul, ICL do Brasil, Yara do Brasil, Valagro, Sanovita, Vitroplan, Metalcore, Caltec, Angloamericana e Tera Nutrição Vegetal.
Além da iniciativa privada, a Apta Regional mantém projetos conjuntos com a Embrapa e o Cenargem, envolvendo estudos sobre convivência com a fusariose, avaliação de híbridos e cultivares e controle biológico da broca-da-bananeira, uma das principais pragas da cultura.
Fundada em 1955 como fazenda experimental do Instituto Agronômico, a unidade de Pariquera-Açu tornou-se referência em tecnologias voltadas às cadeias produtivas da banana e do palmito, atuando também na formação de recursos humanos por meio de estágios, cursos e bolsas científicas com apoio da Fapesp, Capes e universidades parceiras.
8h20 – Café da manhã na Apta Regional de Pariquera-Açu
8h40 – Abertura oficial
9h às 12h – Soluções tecnológicas para o cultivo de banana
Estações técnicas
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