RS Safra 2025/26: semeadura do trigo avança de forma gradual
Lavouras implantadas no início do período recomentado apresentam desenvolvimento satisfatório
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso defendeu políticas de crédito para preservar o planejamento e a competitividade dos produtores de milho segunda safra. A posição foi apresentada na Abertura Nacional da Colheita do Milho Segunda Safra, realizada na Estância VN, em Querência, no Leste de Mato Grosso.
A entidade afirmou que o milho deixou de ocupar papel complementar. A cultura passou a integrar o centro da geração de renda, da agroindustrialização e da interiorização do desenvolvimento no estado.
O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, disse que o milho mudou a economia mato-grossense. Segundo ele, a cultura começou como alternativa para rotação e melhoria da soja. Hoje, representa uma safra consolidada e uma das mais relevantes para Mato Grosso.
Tomain afirmou que a transformação do cereal em energia renovável marca uma nova fase. Ele também apontou avanço da verticalização do agro, com indústrias voltadas a bioenergia, etanol e proteína animal. Segundo o dirigente, Mato Grosso deve quase dobrar o número de indústrias de transformação nos próximos anos. Esse movimento exigirá aumento da produção de milho.
Durante painel sobre crédito, custos e competitividade, Tomain também defendeu medidas para produtores endividados. A pauta envolve o Projeto de Lei 5.122/2023, em tramitação no Senado. O texto trata da criação de uma linha especial de financiamento para renegociação de dívidas rurais.
O superintendente da Famato e do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Cleiton Gauer, avaliou a safra com cenário positivo. Conforme o Imea, a produtividade do milho 2025/2026 foi projetada em 120,28 sacas por hectare. A produção foi estimada em 53,349 milhões de toneladas. A área alcançou 7,392 milhões de hectares.
Gauer disse que o sistema soja na primeira safra e milho na sequência consolidou a rentabilidade no campo. Segundo ele, o modelo agrega renda, otimiza mão de obra, aproveita equipamentos e amplia a produção na mesma área.
O superintendente também citou o etanol de milho como fator de absorção da produção estadual.
O presidente do Sindicato Rural de Querência, Osmar Frizzo, afirmou que o clima favoreceu a cultura. O anfitrião do evento, Irio José Guisolphi, disse que o milho ajuda a sustentar a rentabilidade das propriedades.
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