Exportações de tabaco recuam 17,69% em volume no Brasil

País embarcou 310,1 mil toneladas entre janeiro e setembro, com receita de US$ 1,87 bilhão, segundo dados do MDIC

28.10.2026 | 14:47 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Adriane Rodrigues

O Brasil exportou 310,1 mil toneladas de tabaco entre janeiro e setembro de 2026, movimentando aproximadamente US$ 1,87 bilhão. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume embarcado caiu 17,69%, enquanto o valor comercializado recuou 20,50%.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) foram apresentados pelo Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) nesta quarta-feira (28/10), durante reunião on-line da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco. O encontro, promovido pela Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul, também discutiu os resultados da safra 2025/26 no estado, as perspectivas para o próximo ciclo produtivo e as negociações dos preços pagos aos produtores.

Em 2025, as exportações brasileiras de tabaco totalizaram 561,05 mil toneladas e US$ 3,389 bilhões, recorde em valor. Entre os principais destinos do produto estiveram Bélgica, China, Indonésia, Estados Unidos, Vietnã, Emirados Árabes Unidos e Turquia.

Produção e perspectivas para a safra

A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) apresentou dados sobre produção e preços, com comparações entre as safras anterior e atual. A entidade também abordou os efeitos das condições climáticas sobre as lavouras, especialmente os prejuízos provocados pelo granizo no ciclo passado.

Coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider destacou a relevância da atividade para a agricultura familiar na Região Sul. Segundo ele, o setor reúne cerca de 130 mil produtores nos três estados da região, dos quais aproximadamente 70 mil estão no Rio Grande do Sul.

“Na safra passada, tivemos um número maior de indenizações a produtores em razão dos prejuízos provocados pelo granizo. Agora, acompanhamos as condições climáticas e os possíveis impactos sobre a safra 2026/2027, além das perspectivas de produção”, afirmou Schneider.

As discussões também envolveram as indenizações por perdas nas lavouras e o acompanhamento do desenvolvimento da safra 2026/27, com atenção aos fatores climáticos que podem afetar a produtividade e a renda dos produtores.

Negociação de preços

A reunião incluiu a divulgação de eventos previstos no calendário do setor, como a Abertura Oficial da Colheita de Tabaco, marcada para 6 de novembro, e as atividades alusivas ao Dia Mundial do Produtor de Tabaco.

Outro ponto da pauta foi a negociação dos preços pagos aos produtores. As tratativas têm previsão de início e conclusão no começo de novembro.

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