FarmENGAGE unifica dados de máquinas e avança no Brasil
Plataforma da PTx conecta frotas mistas e amplia controle operacional no campo
As exportações brasileiras de soja aceleraram em março e somaram 15,8 milhões de toneladas, segundo informativo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento.
Para abril, a expectativa é de embarques de 14,9 milhões de toneladas. O line-up portuário, no entanto, indica volume potencial de 16,7 milhões de toneladas, número que ainda pode ser revisado nos próximos relatórios.
No campo, a colheita da safra de soja atingiu 82,1% da área até a primeira semana de abril. O ritmo está acima da média dos últimos cinco anos, embora abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. Em Mato Grosso, principal estado produtor, os trabalhos já alcançam 99% da área.
No caso do milho, os embarques seguem a sazonalidade típica do período, com recuo diante da concentração logística na soja. Em março, foram exportadas cerca de 900 mil toneladas, enquanto o line-up para abril aponta 192 mil toneladas.
O plantio da segunda safra de milho também avançou e, até o fim de fevereiro, 99,2% da área estimada já havia sido semeada.
A Anec avalia que a intensificação das tensões no Estreito de Ormuz continua impondo riscos ao comércio marítimo global. As operações na região permanecem restritas e dependentes de autorizações específicas.
O cenário tem pressionado os custos logísticos, com forte alta nos fretes marítimos e nos prêmios de seguro. Na última semana, o valor do transporte subiu de um intervalo habitual entre US$ 35 e US$ 40 por tonelada para níveis entre US$ 50 e US$ 60 por tonelada, impactando o custo das exportações para destinos relevantes, como a China.
Os efeitos também devem atingir o mercado de milho, especialmente nas vendas ao Irã, embora de forma ainda limitada, já que a janela de exportação do cereal se concentra no segundo semestre.
Apesar do anúncio recente de cessar-fogo e da possível reabertura da rota marítima, a entidade avalia que o nível de risco segue elevado. A normalização das operações deve ocorrer de forma gradual, condicionada à redução das tensões geopolíticas e à recomposição das condições de seguro e navegação.
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