Inmet: previsão do tempo para quinta (16) e sexta-feira (17)
Tempestades retornam ao Rio Grande do Sul; frente fria mantém chuvas no leste do Nordeste
Os cafés brasileiros ficaram de fora da nova tarifa adicional de 25% proposta pelos Estados Unidos sobre produtos exportados pelo Brasil. A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na noite de 15 de julho e contempla tanto o café verde quanto os produtos industrializados, incluindo o café solúvel e seus derivados.
A exclusão foi comemorada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), pela Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) e pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Segundo as entidades, o resultado é fruto do trabalho conjunto desenvolvido com a National Coffee Association (NCA) e com importadores norte-americanos durante as discussões da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.
Além de manter na lista de exceções os produtos que já haviam sido contemplados anteriormente, o governo norte-americano ampliou a relação de itens isentos ao incluir o café solúvel não aromatizado. Com isso, todos os cafés brasileiros permanecem livres da sobretaxa de 25%.
Em nota conjunta, as entidades afirmam que a decisão preserva um mercado estratégico para o Brasil, cujas exportações de café aos Estados Unidos movimentam entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões por ano. Os EUA são o maior consumidor e importador mundial da bebida.
Apesar do resultado positivo, o setor alerta que permanece em andamento uma segunda investigação do USTR, também baseada na Seção 301, que poderá resultar na aplicação de uma tarifa adicional de até 12,5% sobre o café brasileiro.
Diante desse cenário, Abic, Abics e Cecafé informaram que continuarão acompanhando as negociações e atuando na defesa da competitividade, da sustentabilidade e da qualidade dos cafés brasileiros no mercado internacional.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura