RS Safra 2025/26: culturas de inverno avançam no campo
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Estudo liderado pela entomologista Mia Lippey, da Universidade da Califórnia em Davis, contesta a hipótese de aumento generalizado de pragas agrícolas sob aquecimento climático. A pesquisa indica respostas distintas entre espécies, culturas e regiões.
Os cientistas analisaram diversas observações de campo por ano. O levantamento incluiu 43 populações de artrópodes. O grupo reuniu 30 populações de pragas e 13 de inimigos naturais. Os dados envolveram 28 espécies de pragas e 11 espécies de inimigos naturais em arroz, algodão, uva, citros e oliveira. As áreas avaliadas ficam na Andaluzia, na Espanha, e na Califórnia, nos Estados Unidos.
Os resultados não confirmam uma proliferação universal de pragas. Parte das populações aumentou sob temperaturas mais altas. Outra parte diminuiu ou não apresentou resposta. O mesmo padrão ocorreu entre inimigos naturais. O estudo encontrou apoio parcial para maior vulnerabilidade desses inimigos ao aquecimento, em comparação com as pragas.
Segundo os pesquisadores, modelos baseados em experimentos de laboratório previam aumento da densidade de pragas e redução de inimigos naturais com a elevação da temperatura. Os dados de campo desafiam essa previsão. A equipe também não conseguiu explicar a variação das respostas por meio de desempenho térmico medido em laboratório ou por características de história de vida.
Lippey afirmou que espécie, cultura e localização contribuíram para a diversidade dos resultados. Ela também disse que características isoladas não permitem prever com segurança os efeitos das mudanças climáticas sobre artrópodes agrícolas.
Outras informações em doi.org/10.1073/pnas.2606726123
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