EPA isenta proteína eCry1Gb.1Ig de limite de resíduos em milho

Regra vale para milho de campo, milho-doce e milho-pipoca com proteína incorporada à planta

07.08.2026 | 15:04 (UTC -3)
Revista Cultivar

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) estabeleceu isenção de tolerância para resíduos da proteína eCry1Gb.1Ig, derivada de Bacillus thuringiensis, em milho de campo, milho-doce e milho-pipoca. A medida entrou em vigor em 7 de agosto de 2026 e elimina a necessidade de um limite máximo permitido de resíduos para o uso da proteína como protetor incorporado à planta.

A Syngenta Seeds solicitou a isenção para o milho MZIR260 (SYN-ØØ260Ø-3). A eCry1Gb.1Ig reúne três domínios de proteínas Cry inseticidas de Bacillus thuringiensis. A proteína atua contra a lagarta-do-cartucho. Segundo a EPA, seu mecanismo envolve ativação no intestino do inseto e ligação a receptores das células intestinais. A eCry1Gb.1Ig utiliza receptor diferente dos associados a outras proteínas Cry, característica ligada à eficácia contra lepidópteros resistentes a proteínas Cry tradicionais.

Na avaliação de risco à saúde humana, a EPA classificou a proteína com baixa probabilidade de toxicidade e baixo potencial alergênico. Ensaios de toxicidade oral aguda não apontaram efeitos em camundongos após duas doses, com total de 2 mil miligramas por quilograma. Análises bioinformáticas também não identificaram correspondência biologicamente relevante com toxinas ou alérgenos conhecidos.

A agência dispensou método analítico obrigatório por não fixar limite numérico de resíduos. A Syngenta desenvolveu um imunoensaio para detectar eCry1Gb.1Ig em tecidos do milho MZIR260. A EPA também informou ausência de risco identificado para polinizadores e baixa persistência ambiental da proteína no solo e na água, conforme avaliação ecológica vinculada ao processo de registro.

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