Emprego no agro paulista cresce e soma 4,34 milhões em 2024

Alta de 0,3% é puxada pela agroindústria, que compensa perdas nos demais segmentos

01.04.2026 | 14:28 (UTC -3)
Mayara Moraes, edição Revista Cultivar

O agronegócio de São Paulo encerrou 2024 com 4,34 milhões de pessoas ocupadas, alta de 0,3% em relação ao ano anterior. O contingente representa 17,2% do total de trabalhadores do estado e 15,3% do emprego no agro brasileiro, segundo levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

O avanço foi sustentado pela agroindústria, único segmento com crescimento no período (+9,2%), com a criação de 91,4 mil postos de trabalho. O desempenho compensou as perdas nos demais elos e garantiu saldo positivo de 11,4 mil vagas no agronegócio paulista.

Entre as atividades industriais, os destaques foram massas e derivados (+43,4 mil vagas), móveis de madeira (+10,8 mil), têxteis de base natural (+10 mil), abate de animais (+9,6 mil) e bebidas (+9,1 mil).

Por outro lado, os agrosserviços registraram a maior perda absoluta, com redução de 51,5 mil postos (-2,3%), puxada por comércio e transporte. O segmento de insumos recuou 1,7% (-2,1 mil vagas), enquanto o setor primário apresentou a maior queda relativa (-3,9%), com 26,4 mil postos a menos, especialmente em cana-de-açúcar, horticultura e soja.

Na distribuição do emprego, os agrosserviços lideram com 51% da força de trabalho (2,23 milhões de pessoas), seguidos pela agroindústria (25% ou 1,1 milhão). O segmento primário responde por 15% (653 mil) e insumos por 3% (124 mil), reforçando o perfil mais industrializado do agro paulista em relação ao cenário nacional.

A formalização segue elevada: 55% dos trabalhadores têm carteira assinada, e o grau de formalização supera 80%, acima da média nacional de cerca de 67%.

O nível de escolaridade também avançou. Trabalhadores com ensino superior já representam 27% do total, após crescimento de 2,5% no ano, enquanto o ensino médio concentra 49% da força de trabalho.

A participação feminina continua em expansão, com alta de 1,6% no número de mulheres ocupadas, enquanto o contingente masculino recuou 0,6%. Em 2024, o setor contabilizou 1,73 milhão de mulheres e 2,61 milhões de homens no estado.

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