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O preço das emissões de carbono da agropecuária brasileira foi estimado em US$ 11,54 por tonelada de gás carbônico equivalente (tCO₂e). O valor foi determinado por um estudo da Embrapa Territorial, de São Paulo. A pesquisa analisou trabalhos científicos internacionais que utilizam diferentes métodos para precificar emissões de carbono na agricultura mundial.
A equipe realizou revisão sistemática abrangendo publicações entre 2004 e 2024. Foram avaliados artigos de países como China, Austrália e Reino Unido. Os valores encontrados na literatura variaram significativamente, de US$ 2,60 até US$ 157,50 por tCO₂e. A diversidade dos valores decorre da aplicação de diferentes metodologias e níveis tecnológicos na agricultura dos países analisados.
Segundo o estudo, o principal fator a influenciar o preço do carbono na agricultura é o Produto Interno Bruto (PIB) do país. Economias maiores costumam apresentar preços menores. Além do PIB, são determinantes o nível de emissões de CO₂, a participação da agricultura na economia e o uso de fertilizantes nitrogenados.
Para chegar ao preço brasileiro de US$ 11,54 por tonelada, a Embrapa utilizou dados nacionais e um modelo econométrico baseado nesses fatores globais. O valor encontrado está próximo ao observado no mercado voluntário internacional para a agricultura.
A precificação do carbono é fundamental porque transforma a emissão de gases em valores financeiros. Isso incentiva a adoção de práticas mais sustentáveis, como redução no uso de fertilizantes nitrogenados, responsáveis pela emissão de óxido nitroso, outro gás importante.
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