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Estudo identificou um mecanismo de defesa que eleva a resistência de Brassica rapa ao míldio. A pesquisa mostrou que o efector DM459, produzido por Hyaloperonospora parasitica, ativa a autofagia nas células da planta e reduz a severidade da doença.
O míldio causa perdas elevadas na produção de brássicas. O patógeno infecta tecidos vivos e dificulta o controle químico. A resistência genética surge como alternativa estratégica.
Os pesquisadores identificaram o efetor DM459 como uma proteína secretada pelo patógeno. A molécula interage com proteínas da planta ligadas à autofagia, processo celular de reciclagem de componentes. O alvo principal foi a proteína BraATG8i, essencial na formação de autofagossomos.
Ensaios em plantas mostraram que a superexpressão de BraATG8i aumentou a resistência ao míldio. Plantas com silenciamento desse gene apresentaram maior suscetibilidade. O resultado indicou papel positivo da autofagia na defesa vegetal.
O estudo também demonstrou que DM459 liga-se a outras proteínas-chave da autofagia, como BraATG4, BraATG3 e BraATG7. Essa interação fortaleceu a montagem do complexo autofágico e ampliou a resposta de defesa.
A presença do efector estimulou a produção de ácido salicílico, hormônio associado à imunidade vegetal. O aumento do hormônio ativou a expressão de BraATG8i e reforçou a autofagia. Linhagens resistentes exibiram níveis mais altos dessa resposta.
Em testes com inibidor de autofagia, as plantas perderam resistência, mesmo na presença do efector. O resultado confirmou a importância do processo para o controle da doença.
Outras informações em doi.org/10.1093/hr/uhaf358
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