Curso de pós-colheita reúne participantes de oito estados brasileiros

22.08.2011 | 20:59 (UTC -3)
Joana Silva

Inspirado em moldes consagrados nos Estados Unidos e Europa, tem início na segunda feira, 22, o primeiro curso de tecnologia pós-colheita em frutas e hortaliças promovido pela Embrapa Instrumentação, São Carlos (SP). A proposta do curso, que vai até o dia 26, é capacitar produtores, atacadistas, varejistas, técnicos e especialistas na cadeia produtiva para a aplicação de tecnologias que minimizem perdas e ampliem melhorias no setor.

Durante os cinco dias de evento serão apresentados mais de 20 temas aos 31 participantes, vindos de oito estados brasileiro, que serão contemplados com atividades teóricas e práticas, realizadas por 19 instrutores, além de excursões técnicas a duas unidades de beneficiamento do estado de São Paulo. Cerca de 45% dos participantes do curso são do sexo feminino e 55% do sexo masculino, sendo que a grande parte é oriunda do estado de São Paulo, seguido por Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Rio de Janeiro, Roraima e Santa Catarina.

Organizado pelo pesquisador Marcos David Ferreira, o curso de tecnologia pós-colheita em frutas e hortaliças já começa marcado pelo alto nível de organização, estrutura e qualificação dos palestrantes. Entre eles estão o gerente-executivo do Instituto Brasileiro de Frutas (IBRAF), Maurício de Sá Ferraz, que abre o evento, às 9 horas, com a palestra sobre as tendências do mercado de frutas, nacional e internacional; o pesquisador Silvio Crestana, que vai abordar na sequência o tema dos alimentos no cenário mundial e algumas tendências tecnológicas; a coordenadora do Centro de Qualidade de Hortifrutis (CQH) da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), Anita Dias Gutierrez; o chefe-geral da Embrapa Hortaliças, Celso Luiz Moretti, que vai apresentar os avanços e tendências do processamento mínimo de hortaliças; a pesquisadora do Instituto Tecnológico de Alimentos (ITAL), Elisabete Saron.

O evento ainda vai apresentar um estudo de caso sobre a colheita da laranja. O gerente técnico do Grupo Fischer, Helton Carlos Leão, vai mostrar a situação atual, principais demandas e problemas, alternativas e equipamentos disponíveis para a colheita.

As perdas pós-colheita no Brasil chegam de 20 a 30% do total produzido. Por isso, o pesquisador Marcos David Ferreira diz que é extremamente importante implementar ferramentas que possam contribuir para reduzir perdas, frente o desafio de alimentar uma população mundial cada vez mais crescente. “O curso é uma dessas ferramentas e um compromisso da Embrapa Instrumentação na busca de soluções viáveis para a redução de perdas no pós-colheita”, afirma.

Inicialmente, o curso abriu inscrição para 22 participantes, mas teve de ampliar o número de vagas devido ao grande interesse despertado, evidenciado pela formação e atuação dos inscritos, em áreas de engenharia agronômica e de alimentos. Como é um curso que envolve teoria, prática e excursões, o número teve de ser limitado, mas poderá, nas próximas edições, oferecer um número maior de vagas, adianta Marcos David Ferreira.

Foto: Embrapa Instrumentação

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