Criopreservação eleva viabilidade de Steinernema carpocapsae

Formulações com glicerol ou etilenoglicol mais trealose mantêm infectividade após descongelamento

26.03.2026 | 09:03 (UTC -3)
Schubert Peter, Revista Cultivar
Foto: Mirayana Barros
Foto: Mirayana Barros

Pesquisadores otimizaram formulações de criopreservação para o nematoide entomopatogênico Steinernema carpocapsae. O ajuste elevou a viabilidade após o descongelamento e preservou a infectividade. O avanço pode ampliar o uso do agente no controle biológico e facilitar o manejo de germoplasma.

O trabalho avaliou três polióis. Glicerol apresentou o maior efeito crioprotetor. Etilenoglicol veio na sequência. Propilenoglicol registrou a menor sobrevivência. No pré-tratamento em duas etapas, o etilenoglicol gerou 15,8% de sobrevivência pós-descongelamento. O índice superou a trealose isolada, mas ficou abaixo da melhor combinação entre etilenoglicol e trealose.

Adição de trealose

A adição de trealose aumentou a sobrevivência, principalmente no grupo tratado com etilenoglicol. Testes ortogonais apontaram duas formulações mais eficientes. A primeira reuniu 26% de glicerol, 7% de trealose e 108 horas de incubação. A segunda combinou 22% de etilenoglicol, 2,5% de trealose e 105 minutos de incubação.

Segundo os cientistas, a formulação otimizada com poliol e trealose entrega alta viabilidade e patogenicidade. O protocolo oferece uma referência prática para conservação de isolados e uso mais amplo de nematoides entomopatogênicos no biocontrole.

Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70758

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