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A Corteva anunciou há pouco a conclusão da cisão de seu segmento de sementes. A operação tornou a Vylor Inc. uma companhia independente, cujas ações devem começar a ser negociadas hoje na Bolsa de Nova York. A nova empresa reúne o negócio de sementes, enquanto a Corteva permanece vinculada às operações de proteção de cultivos. A Vylor adotou o código VYLR para negociação de suas ações.
A separação ocorreu por meio da distribuição proporcional de todas as ações ordinárias da Vylor aos acionistas da Corteva. A operação considerou os investidores registrados ao fim do dia 24 de setembro de 2026. Após a distribuição, a Vylor deixou a condição de subsidiária integral e passou a atuar como companhia aberta independente.
O movimento encerra o processo anunciado pela Corteva para dividir suas atividades em duas empresas de capital aberto. De acordo com documentos apresentados à Securities and Exchange Commission, a estrutura resultante separa o atual negócio de proteção de cultivos do negócio de sementes. Este último passa a pertencer à Vylor.
Com a cisão, a Corteva passa a apresentar-se como uma empresa global dedicada exclusivamente à proteção de cultivos, sob o comando de Luke Kissam, ex-presidente do conselho e CEO da Albemarle. "Este é um novo dia para a Corteva, e não poderíamos estar mais animados em seguir em frente com mais foco, agilidade e um compromisso renovado com a inovação e a excelência operacional", afirmou Kissam em comunicado.
Segundo a empresa, a receita do negócio de proteção de cultivos cresceu mais de US$ 1 bilhão entre 2020 e 2025, enquanto a margem EBITDA operacional do segmento avançou cerca de 2,5 pontos percentuais. Tecnologias diferenciadas, incluindo uma plataforma de biológicos e produtos naturais, respondem hoje por cerca de 65% das vendas. A companhia tem quase 9 mil funcionários e atende produtores em cerca de 110 países.
Sediada em Johnston, no estado americano de Iowa, a Vylor passa a ser comandada por Chuck Magro, até então CEO da Corteva. "Nossa ambição é trabalhar com agricultores de todos os portes para resolver alguns dos desafios mais difíceis do mundo, da segurança alimentar à segurança energética", afirmou Magro em comunicado. A empresa projeta vendas líquidas entre US$ 11,2 bilhões e US$ 11,9 bilhões em 2029, o que representa crescimento anual de 3% a 4% no período, e EBITDA operacional entre US$ 3,3 bilhões e US$ 3,7 bilhões. Em 2025, o negócio de sementes somou US$ 9,9 bilhões em vendas líquidas.
A Vylor prevê 12 lançamentos de plataformas tecnológicas em milho, soja e trigo na próxima década. Entre eles está uma plataforma de soja para a América Latina que, segundo a empresa, oferecerá o controle de insetos de maior espectro do mercado. No milho, os lançamentos começam em 2028 e incluem uma característica (trait) voltada a elevar a produtividade e a estabilidade das lavouras. Em testes de campo da empresa nas Américas, o ganho médio foi de três bushels por acre, cerca de três sacas por hectare. A companhia espera ainda obter mais de US$ 500 milhões em receita bruta de licenciamento em 2027, valor que deve superar US$ 1 bilhão até 2035 e se aproximar de US$ 2 bilhões até 2040.
A reorganização também envolveu uma operação financeira ligada às dívidas da EIDP, subsidiária integral da Corteva. Antes da conclusão da separação, a Vylor conduziu ofertas privadas para troca de três séries de títulos seniores emitidos pela EIDP. A empresa também solicitou consentimento dos detentores para alterações em contratos relacionados a esses papéis. O prazo das ofertas terminou às 17 horas de Nova York em 30 de setembro.
Na série com vencimento em 2030 e juros de 2,300% ao ano, investidores apresentaram para troca títulos com principal de US$ 434,841 milhões. O montante correspondeu a 86,97% dos US$ 500 milhões em circulação. Na série com vencimento em 2032 e juros de 5,125%, as adesões alcançaram US$ 476,214 milhões, equivalentes a 95,24% dos US$ 500 milhões em circulação. Para os títulos com vencimento em 2033 e juros de 4,800%, o volume entregue chegou a US$ 527,584 milhões. O valor representou 87,93% dos US$ 600 milhões em circulação.
Os novos títulos da Vylor mantêm as mesmas datas de pagamento de juros, taxas e vencimentos das séries correspondentes emitidas pela EIDP. Investidores elegíveis com adesão válida até o prazo antecipado, encerrado em 19 de agosto, recebem igual valor principal em títulos da Vylor e uma parcela em dinheiro. Essa parcela alcança cerca de US$ 2,90 para cada US$ 1.000 na série de 2030, US$ 2,67 na série de 2032 e US$ 2,86 na série de 2033.
Detentores com adesão após o prazo antecipado e até 30 de setembro recebem US$ 970 em principal de títulos da Vylor para cada US$ 1.000 em principal dos títulos correspondentes da EIDP. Esse grupo não recebe a parcela adicional em dinheiro. Os participantes com títulos aceitos também recebem juros acumulados e ainda não pagos entre a última data de pagamento aplicável e a data da liquidação, sem incluir o próprio dia da liquidação.
A troca dos títulos dependia, entre outras condições, da conclusão da separação entre os negócios. No encerramento das ofertas, todas as condições já haviam sido cumpridas, com exceção da efetivação da reorganização societária. O documento estimava que a liquidação da operação financeira ocorreria de forma praticamente simultânea à separação, prevista para 1º de outubro.
A Corteva informou à SEC a conclusão formal da operação em relatório apresentado em 1º de outubro. O documento registra a distribuição das ações da Vylor e o início esperado da negociação regular dos papéis da nova companhia na Bolsa de Nova York na mesma data.
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