Conab projeta safra recorde de 358,6 milhões de toneladas

Grãos avançam 1,8 por cento na safra 2025/26, com alta puxada por soja, milho primeira safra e sorgo

11.06.2026 | 10:23 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações da Conab

A safra brasileira de grãos 2025/26 deve alcançar 358,6 milhões de toneladas, maior volume já colhido no país, segundo o nono levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento. A estimativa indica alta de 1,8 por cento sobre o ciclo anterior, o equivalente a 6,4 milhões de toneladas. O resultado reflete aumento de área e condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

A área cultivada soma 83,5 milhões de hectares. O número supera em 2,2 por cento a área da safra passada. O acréscimo corresponde a 1,8 milhão de hectares. A soja lidera a expansão, com crescimento de 2,6 por cento, ou 1,2 milhão de hectares. O milho ganhou 3,4 por cento, o equivalente a 744 mil hectares. O sorgo avançou 31,7 por cento, ou 516,6 mil hectares.

A soja também concentra o maior aumento de produção. A Conab estima 180,3 milhões de toneladas da oleaginosa. O volume supera em 5,1 por cento o resultado da safra anterior. A diferença alcança 8,8 milhões de toneladas. A companhia atribui o desempenho ao crescimento da área, ao pacote tecnológico e às condições climáticas favoráveis. Em relação ao levantamento anterior, a estimativa subiu 0,1 por cento, após melhora nas produtividades com o avanço da colheita.

Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, com 51,6 milhões de toneladas. Paraná aparece em seguida, com 21,7 milhões de toneladas. Goiás soma 20,1 milhões de toneladas. A região do Matopiba, formada pelo sul do Maranhão, Tocantins, sul do Piauí e oeste da Bahia, alcança 25,4 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 11,4 por cento.

O milho apresenta produção estimada em 140,5 milhões de toneladas, somadas as três safras. O volume fica 0,5 por cento abaixo da produção de 2024/25. A redução corresponde a 694,8 mil toneladas. A primeira safra alcança 29,3 milhões de toneladas, com colheita em andamento e 84,6 por cento da área colhida em 29 de maio. A segunda safra entrou em fase inicial de colheita e deve produzir 107,9 milhões de toneladas. A terceira safra chega ao fim do plantio, com previsão de 3,3 milhões de toneladas.

O levantamento aponta alta na estimativa total em relação ao mês anterior. A variação positiva atinge 0,2 por cento. A Conab relaciona o ajuste aos ganhos de produtividade verificados após a conclusão das colheitas do feijão primeira safra, do arroz e da soja.

As culturas de primeira safra avançaram para a reta final da colheita. Falta parte da área de milho. As culturas de segunda safra predominam em enchimento de grãos, maturação e início de colheita. As culturas de terceira safra e as culturas de inverno seguem em plantio. A Conab ressalta a dependência do resultado final em relação ao comportamento climático durante as fases restantes.

No algodão em caroço, a produção deve atingir 9,6 milhões de toneladas. A projeção indica queda de 2,5 por cento. O volume corresponde a cerca de 4 milhões de toneladas de pluma. As lavouras apresentam bom desenvolvimento. Predominam os estádios de formação de maçãs e maturação. A colheita começou em áreas da Bahia e de Mato Grosso do Sul.

O arroz caminha para o encerramento da colheita. A produção estimada chega a 11,1 milhões de toneladas. O volume fica 13,2 por cento abaixo do ciclo anterior. Desse total, 10,4 milhões de toneladas vêm de áreas irrigadas. As áreas de sequeiro respondem por 703,2 mil toneladas.

O feijão deve produzir 3 milhões de toneladas. A estimativa representa queda de 0,5 por cento ante a safra anterior. A primeira safra teve colheita encerrada e atingiu 976 mil toneladas. A segunda safra segue em colheita, com lavouras em enchimento de grãos e maturação. A terceira safra entrou na fase final de semeadura. O volume total inclui 1,7 milhão de toneladas de feijão-comum cores, 506,6 mil toneladas de feijão-comum preto e 794,2 mil toneladas de caupi, também chamado de macaçar.

No trigo, a semeadura avança nas regiões produtoras. Em 29 de maio, o plantio somava 41,1 por cento da área prevista. No Rio Grande do Sul, maior produtor, e em Santa Catarina, os trabalhos permaneciam em fase inicial. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, os plantios tinham sido concluídos. Nos demais estados, a operação seguia em andamento.

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