Massa de ar frio mantém temperaturas baixas no Sul
Sudeste e Norte continuam com previsão de pancadas de chuva nos próximos dias
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a safra brasileira de café de 2026 em 66,7 milhões de sacas beneficiadas. O volume representa alta de 18% sobre a safra colhida no ciclo anterior. A projeção consta do segundo levantamento da safra, divulgado em maio, sob influência da bienalidade positiva em grande parte das regiões produtoras.
O aumento também tem relação com a entrada de novas áreas em produção, maior uso de tecnologias e insumos e condições climáticas mais favoráveis. Em comparação com a safra 2024, também de alta bienalidade, a estimativa atual indica crescimento de 23,1%. Em 2024, o país produziu 54,2 milhões de sacas.
A área total cultivada com café arábica e conilon alcança 2,34 milhões de hectares. O número supera em 3,9% a área da safra anterior, com acréscimo de 86,9 mil hectares. Desse total, 1,94 milhão de hectares entram em produção, alta de 4,4%. Outros 401,7 mil hectares permanecem em formação, crescimento de 1,3%.
O café arábica concentra a maior parte da expansão produtiva. A Conab estima produção de 45,8 milhões de sacas, com aumento de 28% sobre a safra anterior. A alta decorre da bienalidade positiva, do crescimento da área em produção e do clima favorável.
A área total cultivada com arábica chega a 1,9 milhão de hectares, alta de 3,2%. Desse total, 1,55 milhão de hectares seguem destinados à produção e 345,9 mil hectares permanecem em formação. A espécie ocupa 81% da área nacional de café.
Minas Gerais lidera a área de arábica. O estado reúne 1,42 milhão de hectares, o equivalente a 75% do total nacional ocupado pela espécie. São Paulo aparece em seguida, com 204,1 mil hectares, ou 10,8% da área cultivada com arábica no país.
Para o conilon, a Conab projeta produção de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8% sobre a safra anterior. O resultado tem relação com o crescimento da área e com condições climáticas favoráveis até o momento do levantamento.
A área total com conilon soma 444 mil hectares, aumento de 6,9%. Desse total, 388,2 mil hectares entram em produção e 55,8 mil hectares seguem em formação. O Espírito Santo concentra a maior área nacional da espécie, com 306,2 mil hectares, ou 70% do total. Bahia, com 55,6 mil hectares, e Rondônia, com 50,5 mil hectares, vêm na sequência.
A produtividade média nacional deve alcançar 34,4 sacas por hectare, alta de 13%. No arábica, a estimativa chega a 29,5 sacas por hectare, avanço de 22,6% frente à safra anterior. No conilon, a produtividade prevista atinge 53,9 sacas por hectare, queda de 3,5%. A Conab atribui a redução à supercarga das lavouras na temporada anterior, em especial nas áreas mais velhas do Espírito Santo.
Minas Gerais deve colher 33,4 milhões de sacas. A produção supera em 29,8% o volume da safra anterior. O levantamento relaciona esse desempenho ao ciclo de bienalidade positiva, à melhor distribuição das chuvas nos meses anteriores à floração e ao clima favorável até março, com reflexo na granação.
No Espírito Santo, a produção estimada alcança 18 milhões de sacas, alta de 3%. O arábica responde por 4,4 milhões de sacas, com produtividade estimada em 34,6 sacas por hectare e crescimento de 27,9%. O conilon deve somar 13,6 milhões de sacas, queda de 4,2%, após desempenho elevado na safra anterior. Ainda assim, a produtividade estimada para a espécie no estado figura como a segunda maior da série histórica da Conab.
São Paulo deve produzir 5,9 milhões de sacas de café arábica. A previsão indica aumento de 24,6%, impulsionado pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior.
Na Bahia, a produção total deve chegar a 4,7 milhões de sacas, alta de 5,9%. O volume inclui 1,2 milhão de sacas de arábica e 3,5 milhões de sacas de conilon. A Conab associa o crescimento à regularidade climática, ao maior investimento em insumos e à entrada de novas áreas em produção.
Rondônia deve colher 2,8 milhões de sacas de conilon, com acréscimo de 19,4%. O avanço decorre da renovação do material genético por plantas clonais mais produtivas e das condições climáticas favoráveis desde o início do ciclo.
No Rio de Janeiro, a produção estimada soma 423,9 mil sacas de arábica, leve alta de 0,4%. A Conab informa que a carga produtiva elevada na safra anterior limitou o crescimento neste ano.
O Paraná deve produzir 713,9 mil sacas, volume 4,6% inferior ao da safra anterior. O estado cultiva café predominantemente arábica. A redução tem relação com baixas precipitações, altas temperaturas durante o ciclo, especialmente na floração e no enchimento de grãos, além da bienalidade negativa.
Em Mato Grosso, a produção deve alcançar 301,4 mil sacas, com aumento de 8,1%. O resultado decorre do aumento da área em produção, de investimentos nas lavouras e da expansão dos cafezais clonais.
Goiás deve colher 284,8 mil sacas de café, alta de 32,2%. A Conab atribui o crescimento ao aumento de 9,8% na área em produção, à bienalidade positiva e às chuvas regulares. A produtividade prevista chega a 46,5 sacas por hectare, alta de 20,4% sobre a safra anterior.
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