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Os preços da maçã no atacado recuaram, em média, 8,89% no último mês nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. O dado consta no 4º boletim do Prohort, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento, e reflete o aumento da oferta com a intensificação da colheita das variedades gala e fuji.
Segundo o levantamento, a safra atual deve registrar crescimento em relação ao ciclo anterior, favorecida pelas condições climáticas. O inverno mais rigoroso em 2025 contribuiu para o acúmulo adequado de horas-frio, fator determinante para a qualidade e coloração das frutas.
Além da maçã, outras frutas também apresentaram queda nos preços. A laranja registrou recuo de 2% na média ponderada, mesmo com a proximidade do fim da safra no cinturão citrícola. Já o mamão teve redução nas cotações em diversas regiões, pressionado pelo aumento da oferta da variedade papaya, especialmente do norte do Espírito Santo e do sul da Bahia.
Na contramão, banana e melancia registraram alta. Os preços da banana subiram 10,56% na média ponderada, impulsionados pela menor oferta da variedade nanica em importantes regiões produtoras, como o interior paulista e o norte catarinense. A melancia teve elevação de 10,81%, sustentada pela boa demanda em mercados como Belo Horizonte e Campinas.
Entre as hortaliças, o movimento foi majoritariamente de alta. A alface avançou 4,93% em março, influenciada pela redução de 9,4% no volume ofertado em relação a fevereiro e pela demanda aquecida em função do calor.
A batata apresentou elevação de 18,99%, refletindo a menor oferta proveniente do Paraná e da Bahia. Já o tomate teve alta mais expressiva, de 38,83%, pressionado pela redução da oferta após maturação acelerada causada por temperaturas elevadas no fim de 2025.
A cebola registrou aumento de 52,16% nos preços, com queda significativa dos envios de Santa Catarina, indicando o encerramento da safra e maior espaço para produto importado. A cenoura liderou as altas, com avanço de 59,15%, impulsionado pela menor oferta e pelo aumento dos custos de transporte.
No comércio exterior, o setor também apresentou desempenho positivo. Entre janeiro e março de 2026, o Brasil exportou 337 mil toneladas de hortigranjeiros, alta de 12% frente ao mesmo período de 2025. A receita somou US$ 378,5 milhões, crescimento de 18%, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O boletim também destaca o papel das Ceasas e da Conab na capacitação de agricultores familiares, ampliando o acesso a mercados e fortalecendo a comercialização no país.
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