Abelha mandaguari aumenta em até 67% a produção de café arábica
Pesquisa da Embrapa e instituições parceiras reforça a eficiência dessa espécie nativa na polinização manejada da cultura
O clima mais seco registrado em abril favoreceu o avanço da colheita da soja e do milho verão no Brasil, mas elevou as preocupações com o desenvolvimento da segunda safra de milho em importantes regiões produtoras. A avaliação consta no relatório Agro Mensal, divulgado nesta semana pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
Segundo análise, o volume de chuvas ficou abaixo do observado em 2025 em áreas da região central do país, especialmente em Goiás e Minas Gerais. O cenário beneficiou os trabalhos de campo, mas aumentou o estresse hídrico sobre as lavouras de milho safrinha.
Em Mato Grosso, as precipitações foram suficientes para sustentar o bom desenvolvimento das lavouras. Já em Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, predominou a falta de umidade no solo, ampliando o risco de perdas de produtividade.
O relatório também destaca que o clima nos Estados Unidos foi predominantemente favorável ao avanço do plantio de milho e soja em abril. Temperaturas acima da média em estados do Meio-Oeste, como Illinois, Iowa e Nebraska, aceleraram o preparo do solo e permitiram semeadura mais adiantada em relação aos últimos anos.
Por outro lado, o algodão norte-americano enfrentou dificuldades, sobretudo no Texas, onde a seca persistente limitou a umidade do solo e elevou o risco de abandono de áreas. Em estados como Geórgia e Mississippi, as condições foram consideradas mais favoráveis, embora ainda tenham ocorrido precipitações abaixo da média em diversas localidades.
Para maio, o Itaú BBA projeta continuidade da irregularidade das chuvas no Brasil, com maiores volumes previstos para as regiões Sul e Sudeste. Nas áreas centrais, como Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, o desempenho da segunda safra seguirá dependente da ocorrência de precipitações regulares.
As temperaturas devem cair gradativamente até o fim do mês, acompanhando a transição para o período seco e o avanço do outono. No Paraná, o banco alerta para possibilidade de madrugadas frias, o que exige atenção em lavouras mais tardias.
Nos Estados Unidos, a expectativa permanece positiva para o desenvolvimento das lavouras, com previsão de chuvas suficientes para sustentar o plantio sem atrasos significativos.
O relatório também chama atenção para a evolução do fenômeno El Niño. De acordo com a NOAA, há 61% de probabilidade de transição das atuais condições neutras para El Niño entre maio e julho, com persistência até o fim de 2026. Segundo o Itaú BBA, ganha força a possibilidade de um evento de moderada a forte intensidade, associado historicamente a chuvas acima da média na região Sul do Brasil e abaixo da média nas regiões Norte e Nordeste.
Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura