Campo eletrostático positivo favorece mudas de tomate

Tratamento de 15 quilovolts elevou magnésio nas folhas, clorofila, fotossíntese e resistência dos caules

18.09.2026 | 15:56 (UTC -3)
Revista Cultivar
doi 10.15302/J-FASE-2026668
doi 10.15302/J-FASE-2026668

Um campo eletrostático positivo de alta tensão estimulou o crescimento, a fotossíntese e a resistência mecânica de mudas de tomate. O tratamento também alterou o transporte de íons e favoreceu o acúmulo de magnésio nas folhas.

Os pesquisadores cultivaram as mudas sob três condições: campo positivo de +15 quilovolts, campo negativo de −15 quilovolts e ausência de campo elétrico. Os tratamentos operaram de forma contínua, com potência de 8 watts. O campo positivo manteve o estímulo ao desenvolvimento (doi 10.15302/J-FASE-2026668). Já o campo negativo estimulou o crescimento nas fases iniciais, mas passou a inibi-lo após 25 dias.

Após 25 dias, o teor de cátion magnésio nas folhas sob campo positivo atingiu 9,98 miligramas por grama. O valor correspondeu a 1,58 vez o registrado no controle, com 6,32 miligramas por grama, e a 1,38 vez o observado sob campo negativo, com 7,25 miligramas por grama. Medições em células das folhas mostraram que o campo positivo modificou o potencial de membrana. Os pesquisadores propõem que o campo positivo favoreça a absorção de cátion magnésio pelas raízes e seu transporte até as folhas, mas esse caminho é uma hipótese: o estudo mediu o teor do íon nos tecidos, não o seu deslocamento.

Teor de clorofila

O teor de clorofila chegou a 14,0 miligramas por grama no tratamento positivo. As mudas também apresentaram maior condutância estomática, maior taxa fotossintética e maior atividade de enzimas ligadas à assimilação de carbono, entre elas a RuBisCO. Segundo os cientistas, o aumento de cátion magnésio pode ter contribuído para a síntese de clorofila e para a ativação enzimática.

O campo positivo também elevou a resistência dos caules à tração e à compressão, em magnitudes distintas: a tensão máxima na tração foi de 1,65 megapascal, contra 1,42 no controle, enquanto o limite de resistência à compressão variou pouco (1,99 contra 1,93 megapascal). As imagens de microscopia sugerem células maiores e espessamento das paredes dos vasos. Segundo os pesquisadores, o tratamento reduziu ainda a eficiência do uso da água, possivelmente porque o aumento da fotossíntese veio acompanhado de maior transpiração.

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