Agronegócio bate recorde de empregos no 2º trimestre de 2026
Setor empregou 28,4 milhões de pessoas no período, o equivalente a 26% dos trabalhadores ocupados no Brasil
A combinação de altas temperaturas e déficit hídrico provoca reduções no crescimento do milho durante a fase vegetativa inicial. Os efeitos podem persistir após o fim dos estresses e alterar o período de floração. Estudo identificou diferenças nas respostas de 47 linhagens aos dois fatores isolados e combinados.
Pesquisadores do Donald Danforth Plant Science Center e da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, acompanharam as plantas durante 13 dias, a partir do oitavo dia após o plantio. O experimento utilizou imagens diárias e modelos estatísticos para avaliar crescimento, altura, coloração e uso de água.
Ao final dos tratamentos, a área projetada das plantas submetidas ao calor e à seca simultaneamente correspondeu, em média, a apenas 11% daquela registrada no controle. Sob déficit hídrico isolado, o percentual atingiu 26%. No tratamento com calor, chegou a 38%. Sob seca, a redução da área foi atribuída principalmente ao enrolamento das folhas, sem indicar necessariamente perda de biomassa.
O calor reduziu principalmente a altura e o crescimento, mas diminuiu o número de folhas em apenas duas das 47 linhagens. A seca afetou crescimento e desenvolvimento, com redução no número de folhas em 28 linhagens e diminuição da coloração verde. A combinação provocou os efeitos mais intensos, com menos folhas em 42 linhagens.
As respostas variaram conforme o genótipo. A resposta à seca isolada não permitiu prever a resposta ao calor, e vice-versa; nem a resposta à combinação dos estresses. Para área e altura, as respostas ao tratamento combinado apresentaram maior associação com aquelas observadas sob calor isolado. Os pesquisadores ressaltam a aplicação imediata do calor e o desenvolvimento progressivo da seca como possíveis fatores dessa relação.
Em experimento complementar, as linhagens B73 e Mo17 apresentaram alterações na época de florescimento. A seca atrasou a antese nas duas linhagens, enquanto o calor antecipou essa fase. A combinação dos estresses atrasou o florescimento da B73, sem alterar o da Mo17. Aos 61 dias após o plantio, ambas ainda apresentavam redução da área projetada após exposição à combinação. A B73 também permaneceu menor após seca e calor isolados, enquanto a Mo17 recuperou o tamanho nesses dois tratamentos.
Os resultados apontam a necessidade de avaliar múltiplos estresses durante a seleção de materiais genéticos. O estudo não avaliou diretamente a produtividade de grãos (doi 10.1111/tpj.71161).
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