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A Brazilian Cotton School (BCS) abriu as inscrições para sua quarta turma, que será realizada entre 28 de fevereiro e 19 de março de 2027. Criada pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), a escola chega à nova edição em um momento em que o Brasil consolida uma posição inédita na história de sua cotonicultura: a de maior exportador mundial de algodão.
Para a Anea, a formação de profissionais preparados para compreender toda a complexidade da cadeia tornou-se ainda mais estratégica diante da dimensão alcançada pelo país no mercado internacional. Segundo a associação, mais do que acompanhar o crescimento da produção e das exportações, o setor precisa ampliar sua capacidade técnica e formar novas gerações capazes de atuar em um ambiente cada vez mais global, sofisticado e competitivo.
“Em pouco mais de duas décadas, o Brasil reescreveu sua história no algodão. Construímos uma cotonicultura tropical com características próprias, avançamos muito em produtividade, qualidade, sustentabilidade e escala e nos tornamos o maior exportador mundial da fibra. Esse protagonismo também traz a responsabilidade de formar pessoas capazes de compreender esse mercado em toda a sua dimensão e preparadas para conduzir os próximos capítulos dessa trajetória”, afirma o presidente da Anea, Dawid Wajs.
Inspirada em escolas internacionais tradicionais do setor – o Complete Cotton, programa realizado pela International Cotton Association (ICA), em Liverpool, no Reino Unido, e o International Cotton Institute, promovido pela American Cotton Shippers Association (ACSA), em Memphis, nos Estados Unidos – a Brazilian Cotton School incorporou ao conceito de imersão uma experiência diretamente ligada às particularidades da cadeia brasileira. O programa percorre desde o planejamento e a produção agrícola até beneficiamento, indústria têxtil, logística, comercialização, mercado futuro, sustentabilidade e aspectos jurídicos, financeiros e fiscais do negócio.
São mais de 120 horas de atividades presenciais, com especialistas brasileiros e internacionais e visitas técnicas a diferentes elos da cadeia, incluindo propriedades produtoras, centros de pesquisa, indústria têxtil e o Porto de Santos.
Segundo Dawid Wajs, a possibilidade de acompanhar esse percurso dentro do próprio ambiente em que se desenvolve a expansão recente da cotonicultura brasileira é um dos diferenciais da escola.
“O Brasil tem hoje conhecimento para compartilhar. Nossa experiência não replica exatamente nenhum outro grande país produtor. O algodão tropical, a escala das propriedades, a integração com outros cultivos, a tecnologia empregada no campo e a estrutura criada para levar essa produção a dezenas de mercados formam um modelo muito particular. A Brazilian Cotton School permite conhecer esse sistema por dentro e entender como cada elo interfere no seguinte, até a fibra chegar ao cliente do outro lado do mundo”, diz.
Para a Anea, a existência de uma escola estruturada no Brasil também acompanha a mudança do centro de gravidade do comércio mundial da fibra. O país ultrapassou os Estados Unidos e se consolidou como principal exportador global, ampliando sua participação nos mercados asiáticos e fortalecendo suas relações comerciais com algumas das maiores indústrias têxteis do mundo.
“Durante muito tempo fomos buscar conhecimento nos mercados que construíram a história do comércio internacional de algodão, e continuaremos fazendo isso porque essa troca é fundamental. Mas o Brasil também passou a ser uma referência. Ter uma Cotton School aqui é parte natural dessa evolução. Significa organizar o conhecimento que construímos, colocá-lo em contato com a experiência internacional e preparar profissionais para um mercado no qual o Brasil hoje ocupa uma posição central”, acrescenta Dawid.
A Brazilian Cotton School nasceu em 2023, durante o Anea Cotton Dinner, e realizou sua primeira turma em 2024. Em três edições, já formou mais de 100 profissionais de diferentes regiões do país, reunindo participantes ligados à produção, exportação, indústria têxtil, instituições financeiras, escritórios de advocacia, empresas de logística, corretoras, pesquisa e outros segmentos relacionados à fibra.
As pré-inscrições para a turma de 2027 podem ser feitas até outubro, por meio de formulário disponível no site da Brazilian Cotton School. As atividades ocorrerão em Luís Eduardo Magalhães (BA) ou Brasília (DF), local ainda em definição, e em São Paulo (SP).
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