PR Safra 2026/27: chuvas dificultam o plantio da soja
Excesso de umidade limita operações no campo, atrasa a semeadura da soja e compromete a classificação comercial de culturas
O Brasil passou a responder por 34% do comércio mundial de algodão, ante 7% há menos de uma década. Na safra 2025/26, o país exportou 3,374 milhões de toneladas, alta de 73% em relação a 2019/20. A receita somou US$ 5,295 bilhões, avanço de 72%. A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) apresentou os dados na terça-feira (13), em Istambul, na Turquia, durante encontro anterior ao ICA Trade Event 2026.
A Anea projeta embarques de aproximadamente 3,4 milhões de toneladas em 2026/27. Segundo o vice-presidente da entidade, Ariel Coelho, os investimentos em tecnologia elevaram a produtividade e a competitividade da fibra. A China recebeu 23% das exportações brasileiras em 2025/26, seguida por Bangladesh (17%), Turquia (13%), Paquistão e Vietnã (12% cada).
Os embarques registraram média de 279 mil toneladas por mês e pico de 452 mil toneladas em dezembro. De setembro a julho, os volumes mensais superaram 150 mil toneladas. A distribuição dos embarques ampliou a regularidade do fornecimento à indústria têxtil.
Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apontam produção de 4,144 milhões de toneladas de pluma em 2025/26, recuo de 2,5% ante a safra anterior. A área plantada diminuiu 8%, para cerca de 2 milhões de hectares. A produtividade cresceu 6% e alcançou o recorde de 2.076 quilos de pluma por hectare.
Resultados preliminares do programa Standard Brasil HVI indicam mais de 90% dos 10,2 milhões de fardos analisados na faixa premium em quatro dos seis indicadores de qualidade.
Para 2026/27, a Abrapa estima produção entre 3,8 milhões e 4,4 milhões de toneladas e área de 2 milhões a 2,2 milhões de hectares. O setor acompanha o risco de El Niño e a elevação dos preços dos insumos agrícolas.
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