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Pesquisadores do laboratório de Mary Gehring, no Whitehead Institute, afiliado ao Massachusetts Institute of Technology, criaram um atlas transcricional do desenvolvimento inicial de sementes de Arabidopsis thaliana. O trabalho mapeou a atividade gênica em diferentes tipos celulares e nucleares aos 3, 5 e 7 dias após a polinização. O estudo aponta mecanismos associados à coordenação entre embrião, endosperma e tegumento materno.
O atlas reúne 54.210 perfis de núcleos. Desse total, 24.024 correspondem a sementes com 3 dias após a polinização, 16.039 a sementes com 5 dias e 14.147 a sementes com 7 dias. A base inclui cerca de 10,5% de embrião, 23,4% de endosperma, 64,3% de tegumento, além de óvulo não fertilizado e funículo.
A equipe usou sequenciamento de RNA de núcleo único para acompanhar uma fase dinâmica do desenvolvimento da semente. Aos 3 dias, o embrião aparece no estágio globular e o endosperma ainda mantém organização cenocítica. Aos 5 dias, o endosperma inicia a celularização na região micropilar. Aos 7 dias, a celularização se completa e o embrião passa por expansão rápida.
O estudo amplia a resolução de atlas anteriores de Arabidopsis. Segundo o material de divulgação, bases anteriores não distinguiam muitos tipos celulares por limitações tecnológicas. O novo conjunto permite localizar genes ativos em tecidos ligados ao crescimento da semente, ao armazenamento de nutrientes e à comunicação entre compartimentos.
Os cientistas identificaram os principais tipos celulares ou nucleares da semente. O trabalho também refinou estados transcricionais no endosperma e mapeou sinais de seleção em genes específicos de tipos celulares. Entre os resultados, a análise mostrou compartimentalização de genes associados à ativação de fatores de transcrição responsivos a brassinosteroides.
Os brassinosteroides regulam processos de crescimento em plantas. No estudo, genes ligados à biossíntese desses hormônios tiveram expressão concentrada em região micropilar do tegumento. Os dados também mostraram células próximas no endosperma com genes associados à resposta hormonal. Essa posição sugere coordenação local entre produção e resposta hormonal durante o desenvolvimento da semente.
O trabalho relaciona essa informação a estudos anteriores sobre tamanho de sementes. O material de divulgação informa que a interrupção da produção de brassinosteroides já havia reduzido o tamanho de sementes, mas o local de produção dentro da semente em desenvolvimento permanecia sem definição.
O atlas também detalhou a região chalazal do tegumento, ponto ligado à entrada de recursos maternos na semente. Os pesquisadores identificaram subtipos na região placentochalazal com funções complementares. Um grupo apresentou marcas associadas à síntese de calose. Outro apresentou genes ligados ao transporte de fosfato e à atividade de fosfatases.
No endosperma, a equipe descreveu maior especialização do tecido. O estudo encontrou expressão abundante de genes codificadores de peptídeos curtos secretados, em especial no endosperma chalazal e no endosperma micropilar. Essas regiões ficam em interfaces importantes da semente: a chalazal atua na entrada de recursos maternos, enquanto a micropilar fica próxima ao embrião.
A análise também propôs a existência de uma população fundadora no endosperma chalazal. Essa população pode contribuir para estabelecer uma região na interface entre tecidos maternos e tecidos derivados da fertilização. Segundo o material de divulgação, a quantidade e o momento de fornecimento de recursos pela planta-mãe influenciam reservas de óleos, amidos e proteínas na semente.
Outras informações em doi.org/10.1038/s41477-026-02295-8
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