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O prognóstico agroclimático para o trimestre abril, maio e junho de 2026, divulgado hoje (9/4) pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), indica um cenário de contrastes no Brasil, com excesso de chuvas em parte do Norte e déficit hídrico mais acentuado no Nordeste e áreas do Centro-Sul, além de temperaturas acima da média em praticamente todo o país.
Na Região Norte, a previsão aponta volumes de chuva próximos ou acima da média, com acumulados até 100 mm superiores ao padrão histórico em áreas do Amazonas, Pará, Roraima e Tocantins. A elevada umidade do solo, especialmente em abril e maio, favorece o desenvolvimento das lavouras, mas pode dificultar a colheita da soja e comprometer a qualidade dos grãos. A partir de junho, a redução das chuvas e o aumento das temperaturas tendem a ampliar áreas com déficit hídrico, principalmente no sul do Pará, Rondônia e Tocantins.
No Nordeste, o cenário é mais restritivo. A previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da região, com redução da umidade do solo e avanço do déficit hídrico ao longo do trimestre. As áreas mais críticas incluem o oeste da Bahia, sul do Maranhão e do Piauí. O quadro pode impactar lavouras de sequeiro, como feijão e milho segunda safra, além de limitar a recuperação de pastagens. Em contrapartida, áreas do Maranhão, Piauí e faixa litorânea devem manter melhores condições hídricas, sobretudo até maio.
Para o Centro-Oeste, os volumes de chuva tendem a ficar próximos da média, com exceção de áreas do Mato Grosso do Sul e sul de Goiás, onde são esperados acumulados abaixo do normal. A redução gradual da umidade do solo a partir de maio eleva o risco de déficit hídrico em junho, podendo afetar o desenvolvimento do milho segunda safra, especialmente nas fases reprodutivas.
Na Região Sudeste, a previsão indica chuvas abaixo da média em São Paulo e no centro de Minas Gerais, associadas a temperaturas mais elevadas. A umidade do solo ainda se mantém em níveis adequados no início do trimestre, mas tende a cair a partir de maio, com risco de estresse hídrico para culturas de segunda safra e impactos na pecuária, sobretudo em junho.
Já na Região Sul, o cenário combina chuvas abaixo da média em abril — especialmente no Paraná, Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul — com temperaturas até 2 °C acima da média. Apesar disso, a previsão indica boa disponibilidade hídrica no solo ao longo do trimestre, com tendência de excedentes em maio e junho. Esse quadro pode favorecer o desenvolvimento das lavouras de inverno, mas também restringir janelas de colheita de culturas como soja e arroz irrigado.
Segundo o Inmet, as condições oceânicas seguem influenciando o clima no país. No Atlântico Tropical, o padrão atual favorece a ocorrência de chuvas no norte e no litoral do Nordeste. Já no Pacífico Equatorial, o sistema El Niño-Oscilação Sul permanece em condição de neutralidade, com 53% de probabilidade para o trimestre.
Para os meses seguintes, no entanto, os modelos indicam aumento da chance de formação de El Niño, com probabilidade de 72% no período de maio a julho, o que pode alterar o padrão climático no país.
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