Inmet prevê tempo seco e janela maior para colheita
Condição favorece operações com milho, algodão e café em regiões produtoras
A AGCO registrou vendas líquidas de US$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2026. O valor representa queda de 1% ante igual período de 2025. O lucro líquido somou US$ 77,2 milhões, ou US$ 1,08 por ação. O resultado ajustado atingiu US$ 1,43 por ação, ante US$ 1,35 no segundo trimestre do ano anterior.
A companhia atribuiu o desempenho à cautela dos produtores na compra de máquinas. Custos de produção elevados, incertezas macroeconômicas e condições desiguais de rentabilidade agrícola adiaram investimentos.
Na América Latina, as vendas caíram 25%, sem considerar o câmbio. A receita regional alcançou US$ 271,3 milhões. A menor demanda afetou todas as categorias de produtos. A operação regional apresentou prejuízo de US$ 21,8 milhões.
No Brasil, as vendas de tratores ao produtor recuaram 11% no primeiro semestre. As vendas de colheitadeiras diminuíram 39%. A AGCO relacionou o cenário aos custos de produção, com destaque para fertilizantes importados, além das condições de crédito e financiamento.
A América do Norte apresentou alta de 19,8% nas vendas sem efeito cambial. Tratores de alta potência e equipamentos para feno sustentaram o avanço.
A AGCO prevê vendas entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões em 2026. A margem operacional ajustada deve ficar próxima de 7,5%. A projeção de lucro ajustado varia de US$ 5,50 a US$ 5,75 por ação. A empresa planeja adequar a produção à demanda e aos estoques da rede de concessionárias.
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