AGCO apresenta números do segundo trimestre de 2026

O lucro líquido somou US$ 77,2 milhões, ou US$ 1,08 por ação

30.07.2026 | 09:09 (UTC -3)
Revista Cultivar, a partir de informações de Rachel Potts

A AGCO registrou vendas líquidas de US$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2026. O valor representa queda de 1% ante igual período de 2025. O lucro líquido somou US$ 77,2 milhões, ou US$ 1,08 por ação. O resultado ajustado atingiu US$ 1,43 por ação, ante US$ 1,35 no segundo trimestre do ano anterior.

A companhia atribuiu o desempenho à cautela dos produtores na compra de máquinas. Custos de produção elevados, incertezas macroeconômicas e condições desiguais de rentabilidade agrícola adiaram investimentos.

Na América Latina, as vendas caíram 25%, sem considerar o câmbio. A receita regional alcançou US$ 271,3 milhões. A menor demanda afetou todas as categorias de produtos. A operação regional apresentou prejuízo de US$ 21,8 milhões.

No Brasil, as vendas de tratores ao produtor recuaram 11% no primeiro semestre. As vendas de colheitadeiras diminuíram 39%. A AGCO relacionou o cenário aos custos de produção, com destaque para fertilizantes importados, além das condições de crédito e financiamento.

A América do Norte apresentou alta de 19,8% nas vendas sem efeito cambial. Tratores de alta potência e equipamentos para feno sustentaram o avanço.

A AGCO prevê vendas entre US$ 10,1 bilhões e US$ 10,2 bilhões em 2026. A margem operacional ajustada deve ficar próxima de 7,5%. A projeção de lucro ajustado varia de US$ 5,50 a US$ 5,75 por ação. A empresa planeja adequar a produção à demanda e aos estoques da rede de concessionárias.

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