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A presença do ácaro parasitoide Pyemotes zhonghuajia altera desenvolvimento, longevidade e reprodução da traça-da-batata (Phthorimaea operculella). Resultados indicam efeitos não consumptivos mediados por compostos voláteis, dentro do conceito de “ecologia do medo”. O fenômeno abre perspectiva para estratégias de controle biológico em programas de manejo integrado de pragas.
Ensaios mostraram aceleração no desenvolvimento da praga quando exposta ao parasitoide. O ciclo encurtou, com redução na longevidade. O efeito ocorreu principalmente na fase larval. A exposição também afetou parâmetros reprodutivos. Fêmeas produziram menos ovos.
Análise por cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas (GC–MS) identificou 34 compostos voláteis emitidos por Pyemotes zhonghuajia. Registros de eletroantenografia indicaram resposta das antenas da traça à maioria dessas substâncias. Machos exibiram sensibilidade maior que fêmeas.
Bioensaios em olfatômetro tipo Y avaliaram o comportamento dos insetos diante dos compostos isolados. Fêmeas não apresentaram resposta comportamental aos voláteis testados. Machos mostraram atração por decanal, 2-undecanona, nonanal, tetrametilpirazina e trimetilpirazina.
Os resultados apontam ajuste fisiológico e comportamental da praga diante do risco de parasitismo. O organismo hospedeiro enfrenta um balanço entre sobrevivência e reprodução.
O estudo indica potencial de Pyemotes zhonghuajia em estratégias de controle da traça-da-batata. A compreensão desses mecanismos pode apoiar táticas sustentáveis de manejo integrado de pragas e favorecer equilíbrio ecológico em agroecossistemas. Outras informações podem ser lidas doi.org/10.1002/ps.70432
A expressão "ecologia do medo" (ecology of fear) foi cunhada pelos ecólogos Joel S. Brown, John W. Laundré e James Gurung no final da década de 1990.
O conceito serve para transmitir a ideia de como a simples presença de um predador altera o comportamento de suas presas, gerando impactos por todo o ecossistema.
Animais não respondem apenas à morte de seus semelhantes. Eles respondem ao medo. A presença de um predador faz com que presas alterem onde se movem, o que comem, quando saem para se alimentar e como interagem socialmente. Esse estresse crônico tem custos fisiológicos e ecológicos profundos.
O exemplo mais estudado envolve a reintrodução dos lobos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, em 1995. Os alces, sem predadores, pastavam livremente nas margens dos rios, destruindo a vegetação ribeirinha. Com o retorno dos lobos, algo curioso aconteceu: mesmo sem redução drástica no número de alces, eles evitaram os vales e margens de rios -- lugares onde seriam vulneráveis. Isso permitiu que salgueiros, álamos e outras plantas recuperassem-se em alguma medida, o que atraiu castores, pássaros e peixes. Os lobos mudaram a geografia do medo, e o ecossistema respondeu.
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