Ministro quer diálogo permanente com empresas vinculadas
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) está em Buenos Aires, Argentina, participando da 70ª Plenária do International Cotton Advisory Committee (ICAC). Representada pelo presidente Sérgio De Marco, a comissão da Abrapa conta ainda com Andrew Macdonald, assessor para marketing nacional e internacional, João Luiz Ribas Pessa, Haroldo Cunha, presidente do Intituto Brasileiro do Algodão, e Christopher Barry Ward.
Nesta segunda, 05/09, Andrew Macdonald fez palestra para os participantes sobre o trabalho desenvolvido pela Abrapa no painel “Associações de produtores e cooperativas: quais os fatores de sucesso?”. Macdonald mostrou o histórico do algodão brasileiro, a criação da Abrapa e como chegamos ao atual panorama. O destaque do trabalho desenvolvido pela associação ficou por conta da força das associadas estaduais. “O segredo de tal sucesso, da credibilidade que a Abrapa e suas correspondentes associações estaduais detém, é que todas elas estão calçadas em princípios éticos que estão acima das conveniências individuais ou corporativistas”, afirmou.
GRUPOS DE TRABALHO – No domingo, os grupos de trabalho do ICAC reuniram-se para debater, dentro de seus temas, novas medidas para a melhoria da cotonicultura no mundo. Segundo Christopher Ward, integrante do Social, Environmental & Economic Perfomance of Cotton SEEP), o grupo debateu o uso de inseticidas na produção de algodão. A novidade deste ano foi o relatório apresentado pela NSCT (Companhia de Algodão de Nova Togo) com um conjunto completo de dados dos últimos 21 anos. “Assim conseguimos estabelecer melhores usos para este tipo de produto”, diz Ward.
O Painel também está trabalhando para terminar o levantamento de dados sobre outros temas relevantes para o desempenho da produção de algodão, como o uso da energia, as emissões de gases, uso da água, erosão do solo, entre outros. A intenção é publicar todos esses dados em 2012.
Outro tema importante, segundo Christopher Ward é um levantamento de custos da mão de obra na cadeia produtiva do algodão no mundo. Esses dados estão sendo levantados com todos os países produtores e também têm previsão de serem publicados no próximo ano.
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