Abertura do II CONAFFA destaca papel estratégico do fiscal federal da agropecuária no comércio global

23.08.2011 | 20:59 (UTC -3)
Catarina Guedes

Com plenário lotado por cerca de 500 pessoas, começou na segunda-feira (22) em Salvador o II Congresso Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários – II CONAFFA. O evento, que prossegue até sexta-feira (26), é promovido pelo Sindicato Nacional dos Fiscais Agropecuários ANFFA Sindical. Nos discursos de abertura, a globalização e a necessidade do país estabelecer suas fronteiras foi a tônica, assim como a necessidade de reconhecimento da classe, e de valorização não apenas da figura do fiscal, mas do Estado e das funções de competência exclusiva deste, como a fiscalização.

“O Brasil tem a missão de tem a missão de alimentar o mundo num futuro próximo. Esse é um desafio do setor agrícola da economia, que o mundo espera de nós. Precisamos estabelecer nossas fronteiras”, disse o presidente da ANFFA Sindical, Wilson Roberto de Sá, que afirmou que até o final do evento, os diversos grupos de trabalho definidos no II CONAFFA traçarão as diretivas que regerão as atividades de fiscalização federal agropecuária pelos próximos três anos.

Wilson de Sá reforçou a importância de um Ministério da Agricultura forte “para virar a página e seguir adiante”, referindo-se à recente crise institucional que culminou com a posse do novo ministro que ocorre hoje (23), em Brasília. O presidente da ANFFA Sindical também falou sobre a necessidade processo seletivo para os cargos de gerência em todas as instâncias da administração pública federal, sobretudo as técnicas, para que “sejam ocupadas por gente da casa”, e lembrou que é preciso lutar pela questão paritária para aposentados e pensionistas, e ainda para que vigore o subsídio para a categoria, uma demanda que aguarda deferimento.

Presente na solenidade de abertura do II CONAFFA, representando o governador Jaques Wagner, o secretário da Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, enfatizou a importância do fiscal federal agropecuário no contexto da globalização e do papel estratégico do país na produção de alimentos para suprir o mundo.

“Depois de uma vida profissional inteira atuando na iniciativa privada, foi no serviço publico que eu percebi a noção grandiosa do Brasil no mundo, na questão alimentar”, relatou o secretário. Ele explicou que a Bahia, com 58 milhões de hectares, três biomas diferentes que permitem uma matriz produtiva diversificada, ainda precisa se agroindustrializar para ocupar o espaço que lhe é devido.

“Somos o segundo maior produtor de algodão do Brasil e não temos um parque têxtil. O segundo produtor de laranja nacional e não temos como beneficiar. Por isso, demos início a uma cruzada de atração de investimentos em diversos países do mundo, e isso me permite dizer que a profissão de fiscal federal agropecuário é a mais importante do mundo”, disse o secretário, para quem a globalização implica um comércio franco e aberto mundial.

“Os EUA pagam o preço do protecionismo ao algodão. Na Comunidade Européia, o protecionismo tem seus dias contados. A China tem 500 milhões de pessoas recém entradas na classe média. Se para muitos países o petróleo é estratégico, para a China, os alimentos é que são. Por isso, a profissão de fiscal federal agropecuários é quem pode dar soberania ao país ou não”, alertou Eduardo Salles.

O CONAFFA é um evento realizado trianualmente, que coincide com o início de cada nova gestão de diretoria. Na primeira edição, em outubro de 2009, foi realizado em Bélem do Pará. O coordenador da segunda edição, o delegado sindical na Bahia, Paulo Reis, destacou o sucesso da versão baiana, quando se registrou um aumento de 92% no número de inscritos. “Isso demonstra a robustez e a consolidação do Congresso”, declarou Reis em seu discurso.

Estiveram presentes na abertura do congresso o presidente da ANFFA Sindical, Wilson Roberto de Sá; o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Cosan Coutinho; a superintendente federal de Agricultura na Bahia, Maria Delian Sodré; o deputado federal, Josias Gomes; o diretor do Ceplac, Edmir Ferraz; o gerente de negócios de desenvolvimento sustentável e agricultura familiar do Banco do Brasil na Bahia, Armando Soares; presidente da ANFFA, Elwal Falcão Valente; o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia, João Vieira Neto; o presidente da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia, Geraldo Vinhaes Torres; o delegado sindical da Bahia e coordenador do II CONAFFA, Paulo Reis; o chefe de gabinete da Secretaria de Turismo, João Carlos de Oliveira; o diretor da ADAB, Paulo Emílio Torres; e o superintendente de Desenvolvimento Agropecuário, Raimundo Sampaio.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp
Agritechnica 2025