Abapa inicia blitzes educativas contra o bicudo-do-algodoeiro

Ação orienta transportadores sobre o transporte seguro do algodão para reduzir a disseminação da praga

08.07.2026 | 17:23 (UTC -3)
Catarina Guedes

Com o avanço da colheita de algodão no Oeste da Bahia, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) iniciou, nesta terça-feira (7/7), o cronograma anual de blitzes educativas "Um Por Todos. Todos Contra o Bicudo". Realizada na BR-020, em Luís Eduardo Magalhães (BA), em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e a Polícia Militar, a iniciativa orientou transportadores sobre os cuidados necessários no transporte de rolos, fardões, algodão em caroço e resíduos da cultura, reduzindo o risco de disseminação do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), principal praga da cotonicultura brasileira.

O transporte inadequado pode provocar a queda de caroços e resíduos às margens das rodovias, favorecendo o surgimento de plantas voluntárias, conhecidas como tigueras. Essas plantas servem de hospedeiras para o bicudo, comprometendo os esforços fitossanitários de controle da praga nas lavouras.

Durante a iniciativa, sete caminhões passaram pelo ponto de orientação. Parte deles já realizava o enlonamento da carga de forma adequada. Nos demais casos, a equipe técnica da Abapa e os fiscais da Adab repassaram recomendações sobre o acondicionamento correto, reforçando as boas práticas para um transporte seguro.

"Foi uma blitz de orientação, e os motoristas compreenderam esse propósito. Estamos no começo da safra e o fluxo de caminhões ainda é pequeno, mas acreditamos que esse trabalho de conscientização vai começar a reverberar entre os próprios transportadores", afirma o gerente do Programa Fitossanitário da Abapa, Giorge Gomes.

Cronograma inclui novas edições

Esta foi a primeira blitz educativa da safra 2025/2026, realizada dez dias antes do calendário adotado no ciclo anterior. Novas edições estão previstas para as próximas semanas, acompanhando o aumento do tráfego da pluma nas rodovias da região.

O transporte de algodão e seus resíduos deve seguir as determinações da Lei Estadual nº 10.434/2006 e do Decreto nº 11.414/2009, que estabelecem, entre outras medidas, o enlonamento adequado dos caminhões e a limpeza dos veículos após o descarregamento. Essas medidas contribuem para evitar a disseminação do bicudo-do-algodoeiro e preservar a sanidade das lavouras baianas.

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp