Revistas
 
Grandes Culturas
 
Plântulas em risco

Tratamento de sementes com fungicidas

Página 44 | 14/10/2021 | Augusto César Pereira Goulart, Embrapa Agropecuária Oeste, Dourados, MS; João Carlos da Silva Nunes, Momesso

Como o tratamento de sementes de soja com fungicidas evoluiu ao longo dos anos e com quais tecnologias o produtor brasileiro pode contar atualmente para obter mais segurança contra doenças na implantação das lavouras.


O tratamento de sementes com fungicidas é uma prática antiga e que vem evoluindo muito rapidamente nas últimas décadas. O primeiro relato no mundo, daquela que poderia ser considerada como uma forma desse processo, teve origem por volta do século 17, quando grãos de trigo, resgatados de um naufrágio no canal de Bristol, na Inglaterra, foram semeados após serem considerados inaptos para o consumo, dando origem a plantas de trigo livres de Tilletia caries, fungo causador da doença conhecida como cárie do trigo.

Com o passar do tempo, a busca pela indústria química de novos ingredientes ativos tornou-se necessária, considerando o desenvolvimento agrícola e suas inovações tecnológicas. Entre os anos de 1807 e 1913 foram desenvolvidos, para o tratamento de sementes, os fungicidas à base de cobre, aldeído fórmico e os denominados de organo-mercuriais, altamente tóxicos e usados em doses elevadas. A escassez de produtos à base de mercúrio originou, no período pós-guerra, o desenvolvimento de vários produtos de síntese orgânica como os ditiocarbamatos, as quinonas, os aromáticos e os heterocíclicos. 

A década de 1960 foi marcada pela introdução dos fungicidas denominados de sistêmicos, para tratamento de sementes de uma maneira geral, incluindo a soja, como aqueles dos grupos dos benzimidazóis, das oxatinas e alguns fungicidas do grupo dos triazóis. Na época, isso foi considerado um passo importante para a consolidação dessa prática em nível mundial. Com a demanda crescente por produtos menos tóxicos, mais eficientes e usados em doses menores, foram sintetizados, para o tratamento de sementes fungicidas de amplo espectro e com novo modo de ação, como as estrobilurinas em 1996 e as carboxamidas em 2013, atualmente usadas na cultura da soja.

Seja assinante e leia a matéria na íntegra

AssineLogin

Revista Cultivar

 

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

Grupo Cultivar de Publicações LTDA

 

Rua Sete de Setembro, 160

Centro, Pelotas | CEP 96015-300

+55 53 3028.2000 | 3028.2070

contato@grupocultivar.com