Syngenta Biologicals amplia portfólio de bioinsumos

Empresa aposta em soluções para a saúde do solo, eficiência nutricional e desenvolvimento das raízes

29.10.2026 | 15:10 (UTC -3)
Tárcila Galdino

Apenas no primeiro quadrimestre deste ano, o mercado brasileiro de bioinsumos movimentou mais R$ 1,3 bilhão e alcançou a marca de 31 milhões de hectares de áreas tratadas. Os dados da CropLife – associação brasileira que representa empresas especializadas em pesquisa e desenvolvimento de soluções para a produção agrícola sustentável, de biotecnologia, defensivos químicos e bioinsumos – demonstram uma alta de 15% na área tratada frente ao mesmo período de 2025. 

O levantamento também aponta que o setor de bioinsumos segue focado em inovação. É o caso da Syngenta Biologicals, que tem buscado combinar o potencial da inovação movida pela natureza com base científica para oferecer soluções completas e confiáveis que acelerem o avanço da agricultura sustentável, priorizando o manejo integrado entre químicos e biológicos. 

Hoje, a Syngenta Biologicals reúne quatro frentes complementares. O biocontrole conta com produtos de origem natural, à base de organismos vivos ou de seus derivados, voltados ao manejo de pragas, doenças e nematoides. Os bioativadores favorecem o metabolismo vegetal, o crescimento equilibrado, a absorção de nutrientes, o desenvolvimento radicular e a tolerância a estresses. 

As soluções de eficiência nutricional apoiam o aproveitamento dos nutrientes disponíveis no solo e nos fertilizantes. A nutrição especial reúne macro e micronutrientes que contribuem para o metabolismo, o crescimento e a produtividade das plantas. Esse portfólio amplia as alternativas de manejo disponíveis ao produtor rural”, explica Igor Lyra (na foto), Diretor de Biológicos e Tratamento de Sementes da Syngenta no Brasil. 

Para entender a robustez do portfólio de biológicos da companhia, basta olhar para os principais lançamentos da Syngenta neste ano. Uma das grandes novidades é o Avakitt Neo, baseado em fungos micorrízicos, o produto foi formulado para aplicação no sulco de plantio em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Os fungos estabelecem uma relação simbiótica com as raízes, formando hifas fúngicas que expandem a área de exploração do solo. 

A tecnologia otimiza o aproveitamento de água e de nutrientes essenciais, como fósforo e nitrogênio, além de favorecer a estruturação e a saúde do solo. Em testes de campo realizados no Brasil, a solução indicou ganho médio de até 15% em produtividade, com resultados superiores a cinco sacas de soja por hectare em avaliações específicas. O lançamento inaugura uma frente focada no aumento da eficiência nutricional e hídrica (NUE, na sigla em inglês para Nutrient Use Efficiency). 

Outro grande destaque é o Viva, um bioativador que contribui para melhorar a eficiência da rizosfera e favorecer o desenvolvimento equilibrado da planta, acompanhando a cultura por um longo período residual. “A saúde do solo tem ganhado cada vez mais espaço nas decisões do produtor, especialmente com o avanço do olhar para a qualidade biológica e a atividade microbiológica. É nesse cenário que o Viva atua para contribuir com um desenvolvimento mais equilibrado das plantas e com a produtividade no campo”, destaca Lyra. 

Na cultura do café, por exemplo, Viva estimula melhores condições na rizosfera, favorecendo o desenvolvimento das raízes e a atividade microbiológica do solo. Sua formulação 100% natural, à base de extrato de alga marrom e outros ingredientes biologicamente ativos, atua na nutrição e estrutura do solo, além de contribuir para um crescimento equilibrado da planta. O grande diferencial é sua atividade durante todo o ciclo do cafezal, contribuindo para a longevidade das plantas e a construção de um sistema mais sustentável e saudável, do solo às raízes. 

O portfólio de bioinsumos da Syngenta Biologicals também conta com Megafol, um bioativador à base de extratos vegetais e algas que se destaca por sua tripla ação: mitigação de estresses abióticos, aceleração da recuperação das plantas e ativação do metabolismo para um melhor desenvolvimento vegetativo. A solução é especialmente eficaz em períodos adversos, nos quais os cultivos enfrentam situações como déficit hídrico, alagamentos, oscilações térmicas, nebulosidade, salinidade e estresse químico (fitotoxicidade). E com Yieldon - um bioestimulante capaz de aumentar a produtividade de grandes culturas por meio da modulação do metabolismo, divisão e expansão celular, melhorando o transporte de açúcares e nutrientes, além da biossíntese de lipídios. 

“Estudos recentes demonstram que, nos últimos anos, o segmento de biológicos, no Brasil, evoluiu a uma taxa média anual de mais de 20%. Este percentual é cerca de quatro vezes a média global. Isto reforça que o mercado nacional de biológicos está em um momento de expansão acelerada, refletindo a abertura do agricultor brasileiro para o uso combinado de tecnologias químicas e biológicas, mirando em produtividade e sustentabilidade. Essa crescente abertura para o uso de produtos biológicos reforça o acerto da Syngenta, que em 2024, decidiu criar a Syngenta Biologicals, e hoje, segue ampliando sua atuação neste segmento”, conclui o diretor.

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