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Uma seleção de clones de batata com potencial para o desenvolvimento de novas cultivares no Distrito Federal é apresentada em estudo da Embrapa, intitulado “Desempenho de genótipos de batata em sistema convencional de produção em Brasília/DF”. O trabalho avaliou materiais quanto à produtividade, qualidade dos tubérculos e adaptação às condições de cultivo do Cerrado.
A importância da pesquisa para identificar clones mais adaptados à região é ressaltada pelo pesquisador Agnaldo Carvalho, coautor da publicação. Segundo ele, a escolha de materiais adequados é fundamental para aumentar a eficiência e a sustentabilidade dos sistemas de produção.
O pesquisador enfatiza que a produtividade e a qualidade dos tubérculos são fatores decisivos para a adoção de uma cultivar. “O desenvolvimento de clones mais adaptados às nossas condições favorece a obtenção de maiores produtividades e melhor eficiência, o que contribui para a redução do uso de insumos”, observa.
Os experimentos, conduzidos em condições de Cerrado, avaliaram dez clones avançados, três novas cultivares e duas cultivares-testemunha, Ágata e Asterix, utilizadas como referência para produtividade, qualidade e resistência a pragas e doenças.
O cultivo foi realizado na safra de inverno e incluiu as novas cultivares BRS F183 Potira, BRS Gaia e BRS F21 Braschips, que se destacam entre os materiais utilizados no país para o mercado in natura e para a indústria de fritura.
Além de seis clones, as cultivares BRS F183 Potira, BRS F21 Braschips e BRS Gaia figuraram entre os materiais mais produtivos. Embora não tenham apresentado diferenças significativas em relação à cultivar Asterix, destacaram-se pelo maior peso médio dos tubérculos, indicando potencial para o cultivo na região.
Para o pesquisador Giovani Olegário, de Canoinhas (SC), também coautor do estudo, os testes realizados em campos de produtores no Distrito Federal e em outros estados do Centro-Oeste, combinados aos resultados da Embrapa Clima Temperado, responsável pelo programa de melhoramento genético, trazem dados promissores.
Segundo Olegário, o programa de melhoramento tem disponibilizado cultivares como BRS Braschips (2025), BRS Gaia (2023) e BRS F50 Cecília (2022). “Nessa perspectiva, temos vários clones em diferentes estágios de desenvolvimento, com a possibilidade de lançar, nos próximos anos, materiais resistentes à murcha-bacteriana, uma das doenças mais impactantes para a bataticultura no Brasil”, sublinha o pesquisador.
Clique no link para fazer download do boletim de pesquisa e desenvolvimento "Desempenho de genótipos de batata em sistema convencional de produção em Brasília, DF".
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