RS Safra 2026/27: milho chega a 78% da área prevista
Informativo da Emater/RS aponta impactos do excesso de umidade e das chuvas sobre as culturas de verão e a qualidade dos grãos de inverno
Durante o período de maior risco de incêndios no campo, a Raízen reforça sua estrutura de prevenção e combate para proteger áreas de cultivo, áreas ambientais, estradas e comunidades do entorno. Na safra 2026/27, a companhia combina inteligência artificial, monitoramento por satélite, dados meteorológicos, frota especializada e equipes treinadas para identificar ameaças com antecedência e agir antes que pequenos focos se transformem em ocorrências de maior proporção.
A iniciativa integra a sexta edição da campanha “Quem Ama a Terra, Não Chama o Fogo” e é coordenada pela Central de Inteligência Agrícola (CIA), em Piracicaba (SP). A estrutura monitora 24 horas por dia cerca de 500 mil hectares de cana-de-açúcar.
O grande diferencial tecnológico deste ciclo operacional é o uso de câmeras de alta definição, integradas à Inteligência Artificial (IA), instaladas em torres de vigilância e áreas estratégicas. Os algoritmos de visão computacional são capazes de detectar indícios de fumaça e variações térmicas, identificando possíveis ameaças de incêndios, de forma antecipada.
Essas informações são analisadas em conjunto com imagens de satélite, sensores de campo e dados de 350 estações meteorológicas. A combinação permite antecipar cenários de maior risco, orientar o reposicionamento de brigadas e apoiar decisões operacionais, como a priorização de áreas vulneráveis e a antecipação da colheita quando necessário.
“Nosso objetivo é transformar informação em tempo de resposta. Quanto mais cedo identificamos uma situação de risco, maior é a capacidade de mobilizar as equipes, proteger as áreas próximas e reduzir a possibilidade de propagação do fogo”, afirma Hamilton Jordão, gerente executivo de Operações Agrícolas da Raízen.
A rede de monitoramento é apoiada por uma frota de 209 veículos especializados, sendo 179 caminhões-pipa equipados com canhões d’água automáticos e 30 Veículos de Intervenção Rápida (VIR), desenvolvidos para acessar áreas de difícil circulação e atuar nos focos iniciais.
A estrutura faz parte do conceito de Brigada 2.0, que combina tecnologia, veículos especializados e protocolos operacionais padronizados. A companhia também utiliza recursos complementares, metodologias modernas e táticas complementares de combate. São elas:
A operação envolve cerca de mil e setecentas pessoas. Desse total, 1.443 brigadistas atuam diretamente em atividades de patrulhamento, prevenção e combate, enquanto outros 347 profissionais são responsáveis por suporte operacional, logística e gestão de suprimentos.
A atuação também ocorre de forma integrada com o Corpo de Bombeiros, usinas vizinhas e outros parceiros regionais por meio dos Planos de Auxílio Mútuo (PAM). A cooperação amplia a capacidade de resposta e fortalece a proteção das áreas que compartilham a mesma região.
“A prevenção depende de uma rede integrada. Tecnologia, equipes preparadas e cooperação com as comunidades e instituições que atuam no território são fundamentais para reduzir riscos e preservar as áreas produtivas e o entorno”, afirma Jordão.
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