Broca-do-café favorece formigas inimigas naturais
Formigas ocupam frutos perfurados pela praga e podem ampliar o controle biológico em cafezais sombreados
A Bunge registrou lucro líquido atribuível de US$ 678 milhões no segundo trimestre de 2026, ante US$ 354 milhões no mesmo período de 2025. O lucro diluído por ação alcançou US$ 3,47. Em base ajustada, o indicador passou de US$ 1,31 para US$ 2,00 por ação.
O desempenho recebeu impulso dos segmentos de processamento e refino de soja e de oleaginosas. O EBIT ajustado dos segmentos somou US$ 796 milhões, mais que o dobro dos US$ 373 milhões registrados um ano antes.
No segmento de soja, o EBIT ajustado avançou de US$ 304 milhões para US$ 445 milhões. A companhia processou 11,524 milhões de toneladas métricas de soja, ante 9,304 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2025. O aumento ocorreu na América do Sul, América do Norte e Europa. A maior capacidade produtiva na Argentina teve maior peso no crescimento.
O processamento e refino de oleaginosas apresentou EBIT ajustado de US$ 255 milhões, frente a US$ 14 milhões no ano anterior. O volume processado subiu de 1,947 milhão para 3,490 milhões de toneladas métricas. A Bunge atribuiu o avanço à ampliação da capacidade na Argentina, no Canadá e na Europa, além de condições de mercado mais favoráveis.
A comercialização de grãos e moagem registrou EBIT ajustado de US$ 67 milhões, contra US$ 29 milhões. Os volumes atingiram 23,852 milhões de toneladas métricas, apoiados pela expansão da estrutura de recebimento e movimentação de grãos após a integração da Viterra.
Com os resultados, a Bunge elevou a projeção de lucro ajustado por ação em 2026. A faixa passou de US$ 9,00 a US$ 9,50 para US$ 9,25 a US$ 9,75. A empresa prevê resultados maiores em soja e ligeiramente maiores em oleaginosas. Para comercialização de grãos e moagem, projeta desempenho inferior ao cálculo anterior.
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