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A Bayer prevê lançar em 2028 a quarta geração da tecnologia Bollgard para algodão no Brasil. A nova plataforma deve incorporar quatro proteínas para controle de lepidópteros, uma proteína adicional contra tripes e dois novos mecanismos ligados ao manejo de plantas daninhas.
A proteína destinada ao controle de tripes representa uma novidade no mercado brasileiro, explica Eduardo Corrêa, gerente de marketing de algodão da Bayer. A praga ocorre no início do desenvolvimento do algodoeiro e apresenta hábito sugador. Para o controle de lagartas, o Bollgard de quarta geração terá quatro proteínas voltadas às principais espécies presentes na cotonicultura brasileira.
A tecnologia também deve ampliar o pacote de tolerância a herbicidas. A geração atual contempla glifosato, glufosinato e dicamba. A nova plataforma acrescentará mesotriona e PPO. A Bayer busca ampliar as alternativas disponíveis ao produtor para manejo de plantas daninhas.
O desenvolvimento dá continuidade à evolução do Bollgard no país. A primeira geração chegou ao Brasil há cerca de 20 anos, com uma proteína para controle de lepidópteros. A segunda geração, lançada entre 2013 e 2014, adicionou outra proteína para esse grupo de insetos e tolerância ao glifosato. O Bollgard III chegou em 2021 com três proteínas para controle de lepidópteros.
As variedades destinadas à quarta geração passam por testes, seleção e multiplicação. A empresa conduz essas etapas em paralelo. As linhagens avançam por um processo anual de seleção, enquanto as melhores seguem em multiplicação.
No Brasil, a Bayer mantém uma frente de multiplicação durante a safra de verão no Cerrado. Outra ocorre na safra de inverno, no Norte e Nordeste. O ciclo mais curto nessas regiões permite colher sementes e disponibilizá-las para o plantio da safra de verão seguinte.
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