Tiametoxam (thiamethoxam)

17.11.2025 | 10:16 (UTC -3)

Tiametoxam (thiamethoxam) é um inseticida sistêmico de amplo espectro, amplamente utilizado na agricultura para o controle de pragas sugadoras e mastigadoras, como pulgões, moscas-brancas, tripes e larvas de besouros. É aplicado em sementes, foliares ou no solo, sendo absorvido rapidamente pelas plantas e transportado via xilema, o que o torna eficaz em culturas como soja, milho, algodão e hortaliças.

Nome comum (ISO): Thiamethoxam

Sinônimos: CGA 293343 (código de desenvolvimento); ActaraCruiser (nomes de produtos comerciais).

Fórmula bruta: C8H10ClN5O3S

Número CAS: 153719-23-4

Classe química: inseticida neonicotinoide (subclasse tianicotinil). Faz parte da família dos neonicotinoides, modelados a partir da nicotina, e é caracterizado por alta solubilidade em água e ação sistêmica.

Ano de lançamento: 1998

Histórico de desenvolvimento: tiametoxam foi descoberto e desenvolvido pela Ciba-Geigy (atual Syngenta, após fusão com a Novartis em 1996) a partir de 1991, como parte de um programa de pesquisa iniciado em 1985. Ele representa a segunda geração de neonicotinoides, diferenciando-se de compostos como o imidacloprid pela substituição do grupo 6-cloro-3-piridil por 2-cloro-5-tiazolil e adição de um grupo metil. A primeira patente foi arquivada em 1992, e o composto foi lançado em 1998. Uma disputa patentária com a Bayer (detentora de patentes sobre imidacloprid e clotianidina) surgiu devido a semelhanças estruturais, resolvida em 2002 com um acordo de US$ 120 milhões pago pela Syngenta para obter direitos mundiais. Desde então, tem sido comercializado globalmente sob marcas como Actara e Cruiser, com patentes expirando em diversos países (ex.: 2013 na China).

Modo de ação: tiametoxam atua como um bloqueador seletivo dos canais dos receptores nicotínicos de acetilcolina (nAChR) no sistema nervoso central dos insetos, interferindo na transmissão de impulsos nervosos e causando hiperexcitação, paralisia e morte. É sistêmico, absorvido pelas raízes ou folhas e translocado para todas as partes da planta (incluindo pólen e néctar), atuando por ingestão estomacal, contato direto ou inalação traqueal. É convertido em clotianidina nas plantas e insetos, ampliando sua eficácia. Sua toxicidade é seletiva para insetos, com baixa afinidade por receptores mamíferos, mas há preocupações ambientais com polinizadores como abelhas.

Números de patentes: EP 0580553, WO 99/47520 A1 e outras.

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