Rimisoxafen

17.06.2026 | 08:09 (UTC -3)

Rimisoxafen é um herbicida desenvolvido pela FMC Corporation, com mecanismo de ação dual. Representa uma ferramenta promissora para o manejo de plantas daninhas de folhas largas resistentes, especialmente espécies de Amaranthus em culturas como soja e milho.

A molécula ainda está em fase pré-comercial (submissões regulatórias previstas a partir de 2026, com comercialização esperada para o final da década). Em junho de 2026, a FMC firmou acordo estratégico de fornecimento e licença co-exclusiva com a Corteva para expandir o acesso à tecnologia na América do Norte e do Sul, especificamente nos mercados de milho e soja.

Nome comum: rimisoxafen

Número CAS: 1801862-02-1

Fórmula química bruta: C14H7Cl2F2N3O2

Classe química: herbicida de nova química, classificado como éter pirimidílico oxazol-substituído (pyrimidinyloxy benzene / 3-cloro-2-[3-(difluorometil)isoxazol-5-il]fenil 5-cloropirimidín-2-il éter).

Anteriormente listado como “unclassified”. Em fevereiro de 2026, o Herbicide Resistance Action Committee (HRAC) concedeu classificação inédita de dual mode of action para um único ingrediente ativo: Grupos 12 + 32 (inibidores da fitoeno desaturase — PDS — e da solanesyl diphosphate synthase — SDPS).

Histórico de desenvolvimento: descoberto por cientistas da FMC no Stine Research Center (Newark, Delaware, EUA). A classificação HRAC dual MoA foi anunciada em fevereiro de 2026. Submissões regulatórias (incluindo EPA) começam em 2026 em mercados-chave globais. A molécula foi otimizada para controle residual forte de Amaranthus spp. resistentes, com alta barreira à resistência por atuar em dois alvos simultaneamente.

Mecanismo de ação: inibe simultaneamente duas enzimas críticas no metabolismo de plantas daninhas, fitoeno desaturase (PDS) e solanesyl diphosphate synthase (SDPS). Confirmado por ensaios enzimáticos in vitro, estudos in vivo em plantas e experimentos com mutagênese UV e linhagens transgênicas. Essa ação dual em uma única molécula oferece barreira significativamente maior ao desenvolvimento de resistência do que herbicidas de MoA único (ou misturas convencionais). Fontes preliminares mais antigas mencionavam inibição de VLCFA, mas o estudo de 2025 esclarece o mecanismo dual PDS + SDPS.

Espectro de controle: plantas daninhas de folhas largas problemáticas e resistentes, com destaque para Amaranthus palmeri, Amaranthus tuberculatus e Amaranthus retroflexus. Oferece controle residual outstanding. Culturas-alvo principais: milho, soja, cereais (trigo, cevada), pulses, girassol e possivelmente arroz. Eficaz contra populações resistentes a múltiplas classes de herbicidas (em alguns casos citadas resistências a até 8 classes).

Compatibilidades e interações: dados limitados (fase de desenvolvimento), mas patentes de composições herbicidas indicam que rimisoxafen foi projetado para uso em misturas ou premix com outros mecanismos de ação (ex.: inibidores de HPPD/Grupo 27, VLCFA/Grupo 15, ALS, PSII). Há patentes que descrevem composições com tetflupyrolimet, ciclopyrimorato, bixlozone e outros. Espera-se boa compatibilidade em tank-mix quando formulações comerciais estiverem disponíveis. Toxicidade aguda mamífera baixa (LD₅₀ oral rato > 5.000 mg/kg). Recomenda-se sempre testar compatibilidade física e fitotoxicidade em condições locais quando produtos forem lançados.

Posicionamento agronômico: herbicida residual, pre-emergente ou early post-emergence, para manejo integrado de resistência (MIR) em soja e milho.

Números de patentes: WO 2015/108779 (em 2017, a FMC adquiriu parte do negócio de proteção de cultivos da DuPont); WO 2021/113284 (procedimentos gerais adicionais para a síntese do rimisoxafen); EP4366530A1 (composições herbicidas incluindo rimisoxafen (B5d) em mistura com outros herbicidas - HPPD, VLCFA, ALS, PSII, tetflupyrolimet etc.); US20250302042A1 (aplicações relacionadas) e outras.

Outras informações:

Rimisoxafen inibe tanto a solanesyl diphosphate synthase (SDPS) quanto a fitoeno desaturase (PDS) nos níveis enzimático e in vivo. A combinação de dois MoAs em uma única molécula promete mitigar o risco de resistência no alvo para rimisoxafe (DOI: 10.1002/ps.8972).

Rimisoxafen tem modo de ação duplo envolvendo fitoeno dessaturase (uma enzima biossintética essencial de carotenóides vegetais e um alvo proeminente de certos herbicidas) e solanesil difosfato sintase (uma enzima da via sintética da ubiquinona). O ponto de partida do seu desenvolvimento químico remonta às estruturas originalmente encontradas pela ICI e pela DuPont em 1979 e 1982, respectivamente (DOI: 10.1002/ps.8441).

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