Pyrapropoyne

27.10.2025 | 08:36 (UTC -3)

Pyrapropoyne é um composto químico desenvolvido como fungicida de amplo espectro, com foco em aplicações agrícolas para o controle de doenças fúngicas em culturas como arroz, uvas, cucurbitáceas e batatas.

Nome comum (ISO): Pyrapropoyne

Fórmula bruta: C21H22ClF2N5O2

Número CAS: 1803108-03-3

Classe química: fungicida pirazol carboxamida (pyrazolecarboxamide fungicide); subclassificada como fungicida pirazol e carboxamida.

Ano de lançamento: ainda não lançado comercialmente. Anunciado em 2017 pela Nissan Chemical Industries como um novo ingrediente ativo em desenvolvimento. Até agosto de 2025, não foi aprovado no Reino Unido (COPR) nem na União Europeia (Regulamento EC 1107/2009), conforme registros da AERU e base de dados de pesticidas da UE.

Histórico de desenvolvimento: desenvolvido pela Nissan Chemical Industries (atual Nissan Chemical Corporation), com foco em fungicidas SDHI para superar resistências a produtos existentes. O composto foi sintetizado envolvendo reações como acoplamento Sonogashira catalisado por paládio para introduzir o grupo ciclopropiletinil. Anunciado publicamente em 2017 como parte de uma tendência de inovação em agroquímicos do século 21, visando eficiência alta e baixo risco ambiental. Faz parte de esforços globais para expandir o portfólio de SDHIs, com testes em culturas como arroz e frutas. Até 2025, permanece em fase de desenvolvimento avançado, com dados limitados sobre ecotoxicidade e destino ambiental, mas sem registros de resistência conhecida (FRAC MOA classe desconhecida).

Modo de ação: inibidor da succinato desidrogenase (SDHI), atuando no complexo II da cadeia de transporte de elétrons mitocondrial nos fungos. Isso interrompe a respiração celular fúngica, levando à inibição do crescimento micelial e formação de esporos. É eficaz contra patógenos como Septoria tritici e Puccinia spp., com potencial em misturas para controle sinérgico.

Espectro de controle: fungicida de amplo espectro protetor, eficaz contra míldios (powdery mildew), sclerotinia, botrytis (gray mold), manchas foliares (leaf spots), antracnose, ferrugens (Puccinia spp.) e Septoria tritici. Principais alvos incluem patógenos em arroz (paddy rice), uvas, cucurbitáceas (abóbora, melão etc.) e batatas. Indicado para controle de blights, mildews e leaf spots em geral.

Compatibilidades e interações: devido à novidade, há poucos dados públicos detalhados. Como SDHI típico, é comumente usado em misturas tanque com outros fungicidas (ex.: estrobilurinas ou triazóis) para efeito sinérgico e manejo de resistência. Não há relatos de incompatibilidades graves conhecidas, mas recomenda-se seguir rótulos futuros para misturas físicas/químicas e evitar combinações que possam causar fitotoxicidade em culturas sensíveis. Tem potencial para uso em programas de rotação com outros modos de ação.

Posicionamento agronômico: recomendado como fungicida protetor/preventivo em culturas como arroz, uvas, cucurbitáceas e batatas, especialmente em sistemas de manejo integrado de doenças (MID). Destaca-se pelo potencial contra cepas resistentes a SDHIs mais antigos, contribuindo para rotação de modos de ação. Uso em aplicações foliares ou preventivas em estádios críticos de desenvolvimento das culturas. No Brasil, ainda sem registro, seu posicionamento futuro seria em culturas de alto valor como fruticultura, hortaliças e arroz, complementando o portfólio de SDHIs existentes.

Números das patentes: WO 2016002790A1, WO 2019216296A1, EP 3939977A1 e outras.

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