Oxatiapiprolina (oxathiapiprolin)

18.06.2026 | 08:14 (UTC -3)

Oxatiapiprolina (oxathiapiprolin) é um fungicida desenvolvido para culturas como videira, batata, tomate, cucurbitáceas e hortaliças folhosas.

Nome comum: oxathiapiprolin

Número CAS: 1003318-67-9

Fórmula química bruta: C24H22F5N5O2S

Classe química: pertence à classe química piperidinil-tiazol-isoxazolina (ou piperidinyl thiazole isoxazoline). É o primeiro membro dessa nova família de fungicidas. Código FRAC 49 (inibidor da proteína de ligação a oxisterol — OSBPI, oxysterol-binding protein homologue inhibition). Inicialmente classificado como U15 pela FRAC, foi reclassificado para o grupo 49.

Principais nomes de produtos comerciais no Brasil: ZorvecOrondis e outros.

Histórico de desenvolvimento: descoberto e desenvolvido pela DuPont Crop Protection (atual Corteva Agriscience). O processo começou com triagem de bibliotecas de compostos baseados em piperidina-tiazol, seguido de otimização estrutural. Lançado comercialmente por volta de 2015 como Zorvec (DuPont/Corteva). Expansão global rápida para controle de oomicetos, com parcerias de marketing (ex.: Syngenta com a marca Orondis em várias regiões).

Mecanismo de ação: inibe a proteína homóloga de ligação a oxisterol (OSBP) em oomicetos. Essa proteína participa do transporte de lipídios entre membranas celulares, sinalização e manutenção da integridade da membrana. A inibição compromete o crescimento micelial, liberação, encistamento e mobilidade de zoósporos, além de afetar a esporulação. Apresenta atividade preventiva, curativa, erradicativa e anti-esporulante. É localmente sistêmico, translaminar e móvel no xilema (protege tecidos novos). Não apresenta resistência cruzada inicial com fungicidas de outros grupos (fenilamidas, CAA, QoI, SDHI etc.). Risco de resistência classificado como médio a alto pela FRAC (uso único em sequência deve ser limitado).

Espectro de controle: age contra míldios foliares, requeima e podridões. Praticamente sem atividade relevante contra ascomicetos e basidiomicetos.

Compatibilidades e interações: boa compatibilidade física e biológica na maioria das misturas de tanque (verificar bulas específicas). Frequentemente formulado em mistura com mandipropamida (CAA, grupo 40), zoxamida, azoxistrobina ou outros para ampliar espectro e manejo de resistência.

Complementa bem outros modos de ação (ex.: alternância com fenilamidas grupo 4 ou QoI grupo 11). Não há antagonismos graves relatados com inseticidas ou fertilizantes foliares comuns quando seguidas as recomendações. A FRAC recomenda misturas ou alternância para mitigar o risco de resistência ao grupo 49.

Posicionamento agronômico: posicionado como ferramenta premium para controle preventivo de doenças oomicetas de difícil manejo, especialmente em cultivos de alto valor no Brasil (videira para exportação e mercado interno, batata e tomate para indústria e mesa, cucurbitáceas).

Oferece residual prolongado e proteção sistêmica local, permitindo intervalos maiores entre aplicações e redução do número total de tratamentos. Ideal em programas de Manejo Integrado de Doenças (MIP), rotação de grupos FRAC e uso em mistura. Útil também em tratamento de solo/irrigação ou semente (ex.: Lumisena em algumas regiões para Phytophthora).

Patentes: WO 2008/013925, WO 2009/055514 e outras.

Outras informações:

A oxatiapiprolina foi desenvolvida globalmente como Zorvec, da DuPont, para o controle de doenças, com o primeiro registro e vendas previstos para 2015 (DOI: 10.1016/j.bmc.2015.07.064).

O risco de desenvolvimento de resistência à oxatiapiprolina em Plasmopara viticola e Phytophthora infestans é de médio a alto, sendo necessárias medidas rigorosas de manejo da resistência. Deve-se evitar a superexposição das populações-alvo a fungicidas de sítio único durante o desenvolvimento do produto (DOI: 10.1002/ps.6700).

Compartilhar

Newsletter Cultivar

Receba por e-mail as últimas notícias sobre agricultura

acessar grupo whatsapp
Capas - 2025