Metproxybicyclone

12.06.2026 | 10:27 (UTC -3)

Metproxybicyclone é um herbicida inovador da Syngenta, pertencente a uma nova subclasse de inibidores da acetil-CoA carboxilase (ACCase). Não é um inseticida ou fungicida, mas um graminicida seletivo pós-emergente desenvolvido para o controle de gramíneas daninhas resistentes em culturas dicotiledôneas, especialmente soja e algodão.

Nome comum: metproxybicyclone

Nome da marca comercial da molécula: Virestina

Código de desenvolvimento: SYN550023

Número CAS: 1848207-89-5

Fórmula química bruta: C20H20O5

Classe química: carbocyclic aryl-dione (ou carbocyclic aryl-dione ACCase inhibitor). Representa a quarta geração de inibidores de ACCase e uma nova subclasse reconhecida pelo HRAC (grupo A) e WSSA (grupo 1). É o primeiro herbicida comercial dessa família carbocíclica aril-diona. Diferencia-se dos grupos anteriores (FOPs/ariloxifenoxipropionatos, DIMs/ciclohexanodionas e DENs como pinoxaden).

Histórico de desenvolvimento: desenvolvido ao longo de mais de uma década no International Research Centre da Syngenta em Jealott’s Hill (Reino Unido), com uso intensivo de modelagem computacional avançada e expertise acumulada em inibidores de ACCase. O objetivo foi criar uma molécula capaz de controlar gramíneas resistentes a herbicidas como glifosato e clethodim (incluindo mecanismos target-site e non-target-site), mantendo seletividade em dicotiledôneas e melhor perfil de sustentabilidade. Nome ISO aprovado em dezembro de 2023 (provisional em junho de 2023). Anúncio público e reconhecimento como nova subclasse pelo HRAC/WSSA em junho de 2025. Lançamento esperado na Argentina em 2026 (sujeito a aprovações regulatórias); no Brasil, foco em pesquisa e preparação para registro agrícola em soja e algodão.

Mecanismo de ação: inibidor da enzima Acetil-CoA carboxilase (ACCase), essencial para a biossíntese de ácidos graxos em gramíneas. A inibição interrompe a formação de membranas celulares, levando à morte das plantas sensíveis. Como quarta geração, nova subclasse, foi projetado para superar resistências comuns em populações de Lolium multiflorum, Eleusine indica e outras (incluindo mutantes como D2078G). Atua de forma sistêmica (pós-emergente foliar), com boa translocação.

Espectro de controle: pós-emergente em gramíneas daninhas, com excelente performance em populações resistentes. Seus principais alvos são Eleusine indica (capim-pé-de-galinha), Digitaria insularis (capim-amargoso), Sorghum halepense (sorgo-de-alepo), Echinochloa crus-galli (capim-arroz) e Lolium multiflorum (azevém). Eficaz em mutantes target-site resistentes e mecanismos não-alvo. Seletivo para culturas dicotiledôneas amplas (soja, algodão, beterraba sacarina etc.). Também indicado para burndown pré-plantio.

Compatibilidades e interações: informações públicas detalhadas ainda são limitadas (molécula recente). Como inibidor de ACCase, requer adjuvantes específicos para otimizar absorção e translocação (comum na classe). Recomenda-se evitar misturas que possam reduzir eficácia ou causar fitotoxicidade; consulte bulas e recomendações locais após registro. No manejo integrado de resistência, posiciona-se bem em rotação com outros mecanismos de ação. Não há relatos amplos de antagonismo ou sinergia específica publicados até o momento.

Posicionamento agronômico: ferramenta para o manejo de gramíneas resistentes em sistemas de soja e algodão no Brasil e América do Sul, onde capim-amargoso, capim-pé-de-galinha e azevém resistentes representam desafios graves (resistência a clethodim e glifosato). Oferece boa seletividade em dicotiledôneas.

Patente: WO2015197468 A1 (Syngenta, depositada em 18/06/2015).

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