Imazetapir (Imazethapyr)

05.06.2026 | 09:04 (UTC -3)

Imazetapir (Imazethapyr) é um herbicida seletivo sistêmico amplamente utilizado em sistemas agrícolas, especialmente na cultura da soja, arroz irrigado e amendoim. Pertence à classe das imidazolinonas e atua como inibidor da enzima acetolactato sintase (ALS/AHAS).

Nome comum: imazethapyr

Número CAS: 81335-77-5

Fórmula química bruta: C15H19N3O3

Classe química: imidazolinona (imidazolinone herbicides). Grupo químico HRAC/WSSA B / 2 (inibidores da ALS/AHAS). É um herbicida sistêmico com atividade de contato e residual, absorvido por folhas e raízes e translocado para meristemas.

Principais nomes de produtos comerciais no Brasil: Zethapyr BR e Zethapyr 106 SL

Histórico de desenvolvimento: desenvolvido pela American Cyanamid Company na década de 1980 como parte da nova classe das imidazolinonas. O composto (referência AC 263499) foi registrado inicialmente nos EUA. A BASF adquiriu a divisão de proteção de culturas da American Cyanamid em 2000. Os produtos comerciais pioneiros incluíam Pursuit. No Brasil, o uso expandiu-se com o plantio direto e genéricos a partir dos anos 2000.

Mecanismo de ação: inibe a enzima acetohidroxiácido sintase (AHAS/ALS), essencial para a biossíntese dos aminoácidos de cadeia ramificada (isoleucina, leucina e valina). Isso interrompe a divisão celular nos meristemas, causando parada de crescimento, clorose, necrose e morte das plantas suscetíveis em 7–21 dias. Ação sistêmica (xilema e floema) com residual no solo.

Espectro de controle: controla gramíneas anuais (algumas perenes) e diversas dicotiledôneas de folhas largas, incluindo Amaranthus spp. (caruru), Bidens pilosa (picão-preto), Euphorbia heterophylla (amendoim-bravo), nabo-bravo, serralha, entre outras. É seletivo para soja, amendoim, arroz irrigado, feijão, ervilha e outras leguminosas. Menos eficaz isoladamente contra algumas gramíneas resistentes ou daninhas de difícil controle, daí o uso frequente em misturas.

Compatibilidades e interações: boa compatibilidade com sulfentrazona, flumioxazina, saflufenacil, chlorimuron-ethyl e lactofen (misturas tanque ou formuladas ampliam espectro e residual; ex.: Allus, Zethamaxx).

Misturas com glyphosate são comuns em algumas situações, mas podem apresentar antagonismo em certos casos (estudos brasileiros mostraram controle variável de Digitaria insularis e Tridax procumbens).

Evitar misturas com produtos que alterem drasticamente o pH da calda sem adjuvantes adequados. Interage bem com cultivares Clearfield/IMI-tolerantes.

Verificar sempre bulas e testes de compatibilidade física/química.

Posicionamento agronômico: herbicida seletivo sistêmico indicado para pré-emergência e pós-emergência precoce na soja (plantio direto e convencional), arroz irrigado e amendoim. Doses típicas variam conforme formulação (ex.: ≈ 100–200 g i.a./ha ou conforme bula do produto comercial). Excelente ferramenta em programas de manejo integrado de plantas daninhas (MIPD), especialmente em misturas para ampliar espectro e retardar resistência. Bom residual no solo, mas observar fitotoxicidade em culturas subsequentes sensíveis (ex.: milho em rotação em alguns casos). No Brasil, é posicionado como opção de baixo custo para controle de folhas largas e gramíneas em soja não RR ou em estratégias de rotação de mecanismos de ação.

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